Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rio Manso - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio Manso, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo bonfim
  • 11poços cadastrados
  • 118,3 mprofundidade média
  • 112 mprofundidade mediana
  • 7,1 mnível estático médio

Como são os poços em Rio Manso - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 11 poços em Rio Manso - MG. A profundidade média é de 118,3 m e a mediana, 112 m, medida em 9 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Bonfim. No Censo 2022, 440 dos 2.177 domicílios do município — 20,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
11
Profundidade média
118,3 m
Profundidade mediana
112 m
Nível estático médio
7,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Bonfim
Ante a média do estado
21,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
5.568 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
440 (20,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 11 poços em Rio Manso, com profundidade média de 118,3 m (mediana de 112 m, variando de 72,5 m a 152 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Bonfim, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rio Manso é 21,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Rio Manso

Poços cadastrados em Rio Manso - MG
Poços no cadastro nacional11 poços
Profundidade média118,3 m 9 poços com o dado
Profundidade mediana112 m
Faixa de profundidade72,5 m a 152 m
Nível estático médio7,1 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio53,8 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Bonfim 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 4 poços
Poços com teste de vazão11 de 11
Distribuição das profundidades em Rio Manso 72,5 m mínimo 112 m mediana 152 m máximo
Metade dos poços fica entre 102 m e 145 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rio Manso por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 22% 100-150 m 6 · 67% 150-200 m 1 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rio Manso 2 1990 4 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rio Manso. Valores em poços. Abastecimento doméstico 3 · 75% Abastecimento industrial 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Bonfim — 4 poços
  • Complexo Lavras — 2 poços

O território e o subsolo de Rio Manso

Rio Manso tem 5.568 habitantes distribuídos em 231,5 km², o que dá 24,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Oliveira, na região intermediária de Divinópolis.

No Censo 2022, 440 dos 2.177 domicílios de Rio Manso — 20,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 269 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 622 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rio Manso

Com base em 237 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio Manso - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 152 m, com profundidade mediana de 104 m. A vazão mediana calculada é de 9,8 m³/h (metade dos poços entre 3,8 m³/h e 18,6 m³/h), sobre 136 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio Manso se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 237 poços no raio, contra 11 poços dentro do município.

104 mprofundidade mediana
9,8 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
8,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 136 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rio Manso: 55/100

55 de 100

Confiança: amostra alta237 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 72peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 50peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 42peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 37peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 39peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rio Manso costumam descer

  • até 50 m 5%9
  • 50 a 100 m 41%74
  • 100 a 150 m 43%78
  • acima de 150 m 12%21

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Bonfim 6,1 m³/h 100 m 3225 com teste
Grupo Sabará 10,9 m³/h 76 m 2514 com teste
Complexo Belo Horizonte 16,4 m³/h 150 m 1411 com teste
Grupo Nova Lima 13,4 m³/h 120 m 82 com teste
Supergrupo Minas 5,1 m³/h 102 m 44 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,7 m³/h 102 m 43 com teste
Formação Caue 16,1 m³/h 84 m 33 com teste
Complexo Barbacena 12,2 m³/h 144 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Complexo Bonfim 2 · Complexo Belo Horizonte 1 · Corpo Cristalino 1
  • 50 a 100 m46 poços Grupo Sabará 20 · Complexo Bonfim 16 · Complexo Belo Horizonte 2
  • 100 a 150 m45 poços Complexo Bonfim 12 · Complexo Belo Horizonte 8 · Grupo Nova Lima 6
  • acima de 150 m7 poços Complexo Belo Horizonte 3 · Complexo Bonfim 2 · Formação Caue 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rio Manso?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rio Manso.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.