Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pará de Minas - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pará de Minas, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo divinópolis
  • 111poços cadastrados
  • 165 mprofundidade média
  • 168 mprofundidade mediana
  • 7,8 mnível estático médio

Como são os poços em Pará de Minas - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 111 poços em Pará de Minas - MG. A profundidade média é de 165 m e a mediana, 168 m, medida em 106 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Divinópolis. No Censo 2022, 1.651 dos 35.488 domicílios do município — 4,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
111
Profundidade média
165 m
Profundidade mediana
168 m
Nível estático médio
7,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Divinópolis
Ante a média do estado
68,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
97.139 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.651 (4,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 111 poços em Pará de Minas, com profundidade média de 165 m (mediana de 168 m, variando de 23 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Divinópolis, presente em 99% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pará de Minas é 68,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Pará de Minas

Poços cadastrados em Pará de Minas - MG
Poços no cadastro nacional111 poços
Profundidade média165 m 106 poços com o dado
Profundidade mediana168 m
Faixa de profundidade23 m a 300 m
Nível estático médio7,8 m 56 poços com o dado
Nível dinâmico médio61 m 58 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 54 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Divinópolis 99% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 80 poços
Poços com teste de vazão111 de 111
Distribuição das profundidades em Pará de Minas 23 m mínimo 168 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 105 m e 216 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pará de Minas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 3% 50-100 m 22 · 21% 100-150 m 24 · 23% 150-200 m 19 · 18% acima de 200 m 38 · 36%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pará de Minas 1 1960 10 1970 2 1980 5 1990 6 2000 80 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pará de Minas. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 7 · 30% Abastecimento doméstico 4 · 17% Abastecimento industrial 4 · 17% Pecuária 4 · 17% Abastecimento urbano 2 · 9% Irrigação 2 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 73 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Divinópolis — 83 poços
  • Arqueano — 1 poço

O território e o subsolo de Pará de Minas

Pará de Minas tem 97.139 habitantes distribuídos em 551,2 km², o que dá 176,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pará de Minas, na região intermediária de Divinópolis.

No Censo 2022, 1.651 dos 35.488 domicílios de Pará de Minas — 4,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.159 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.585 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Pará de Minas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pará de Minas

Com base em 251 poços cadastrados num raio de 30 km de Pará de Minas - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 228 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 9,4 m³/h (metade dos poços entre 5,3 m³/h e 20,5 m³/h), sobre 142 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pará de Minas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 251 poços no raio, contra 111 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
9,4 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
8,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 142 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pará de Minas: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta251 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 70peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 51peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 31peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pará de Minas costumam descer

  • até 50 m 7%16
  • 50 a 100 m 34%76
  • 100 a 150 m 31%71
  • acima de 150 m 28%63

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Divinópolis 14,6 m³/h 172 m 10151 com teste
Grupo Nova Lima 21,6 m³/h 110 m 1715 com teste
Arqueano 7,2 m³/h 102 m 1715 com teste
Complexo Belo Horizonte 10,0 m³/h 150 m 75 com teste
Supergrupo Rio das Velhas 4,0 m³/h 150 m 53 com teste
Corpo Cristalino 1,1 m³/h 80 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Grupo Nova Lima 2 · Supergrupo Rio das Velhas 1 · Corpo Cristalino 1
  • 50 a 100 m40 poços Complexo Divinópolis 22 · Arqueano 8 · Grupo Nova Lima 5
  • 100 a 150 m50 poços Complexo Divinópolis 21 · Grupo Nova Lima 9 · Arqueano 8
  • acima de 150 m60 poços Complexo Divinópolis 57 · Arqueano 1 · Grupo Nova Lima 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pará de Minas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pará de Minas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.