Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Fronteira - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Fronteira, Minas Gerais.

  • aquífero poroso
  • formação vale do rio do peixe
  • 11poços cadastrados
  • 162,9 mprofundidade média
  • 140 mprofundidade mediana
  • 13,2 mnível estático médio

Como são os poços em Fronteira - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 11 poços em Fronteira - MG. A profundidade média é de 162,9 m e a mediana, 140 m, medida em 9 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Vale do Rio do Peixe. No Censo 2022, 693 dos 5.464 domicílios do município — 12,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
11
Profundidade média
162,9 m
Profundidade mediana
140 m
Nível estático médio
13,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Vale do Rio do Peixe
Ante a média do estado
66,1 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
14.540 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
693 (12,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 11 poços em Fronteira, com profundidade média de 162,9 m (mediana de 140 m, variando de 80 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Vale do Rio do Peixe, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Fronteira é 66,1 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Fronteira

Poços cadastrados em Fronteira - MG
Poços no cadastro nacional11 poços
Profundidade média162,9 m 9 poços com o dado
Profundidade mediana140 m
Faixa de profundidade80 m a 250 m
Nível estático médio13,2 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio65,1 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Vale do Rio do Peixe 100% dos registros
Uso mais comumIrrigação 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 3 poços
Poços com teste de vazão11 de 11
Distribuição das profundidades em Fronteira 80 m mínimo 140 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 105,2 m e 247 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Fronteira por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 22% 100-150 m 3 · 33% 150-200 m 1 · 11% acima de 200 m 3 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Fronteira 3 1970 3 1990 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Fronteira. Valores em poços. Irrigação 3 · 60% Outros (lazer,etc.) 1 · 20% Pecuária 1 · 20%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Vale do Rio do Peixe — 6 poços

O território e o subsolo de Fronteira

Fronteira tem 14.540 habitantes distribuídos em 200,0 km², o que dá 72,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Frutal, na região intermediária de Uberaba.

No Censo 2022, 693 dos 5.464 domicílios de Fronteira — 12,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 443 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 628 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Fronteira

Com base em 102 poços cadastrados num raio de 30 km de Fronteira - MG, 80% deles foram concluídos entre 31 m e 250 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 9,9 m³/h (metade dos poços entre 4,7 m³/h e 17,4 m³/h), sobre 42 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (57% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Fronteira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 102 poços no raio, contra 11 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
9,9 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
3,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 42 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Fronteira: 58/100

58 de 100

Confiança: amostra alta102 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 73peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 27peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 60peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Fronteira costumam descer

  • até 50 m 16%14
  • 50 a 100 m 36%32
  • 100 a 150 m 13%12
  • acima de 150 m 36%32

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 12,0 m³/h 81 m 2211 com teste
Formação Serra Geral 7,9 m³/h 190 m 118 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 13,2 m³/h 120 m 95 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m17 poços Grupo Bauru 12 · Formação Vale do Rio do Peixe 3 · Formação Serra Geral 2
  • 100 a 150 m6 poços Formação Vale do Rio do Peixe 3 · Grupo Bauru 2 · Formação Serra Geral 1
  • acima de 150 m17 poços Grupo Bauru 7 · Formação Serra Geral 7 · Formação Vale do Rio do Peixe 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Fronteira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Fronteira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.