Maranhão · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paraibano - MA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paraibano, Maranhão.

  • aquífero poroso
  • formação mosquito
  • 64poços cadastrados
  • 168,3 mprofundidade média
  • 148 mprofundidade mediana
  • 51,8 mnível estático médio

Como são os poços em Paraibano - MA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 64 poços em Paraibano - MA. A profundidade média é de 168,3 m e a mediana, 148 m, medida em 41 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 51,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Mosquito. No Censo 2022, 1.432 dos 5.883 domicílios do município — 24,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
64
Profundidade média
168,3 m
Profundidade mediana
148 m
Nível estático médio
51,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Mosquito
Ante a média do estado
59,1 m mais fundo que a média de Maranhão (109,2 m)
População (Censo 2022)
18.274 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.432 (24,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 64 poços em Paraibano, com profundidade média de 168,3 m (mediana de 148 m, variando de 94 m a 500 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Mosquito, presente em 27% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paraibano é 59,1 m mais fundo que a média de Maranhão (109,2 m).

Números do cadastro em Paraibano

Poços cadastrados em Paraibano - MA
Poços no cadastro nacional64 poços
Profundidade média168,3 m 41 poços com o dado
Profundidade mediana148 m
Faixa de profundidade94 m a 500 m
Nível estático médio51,8 m 17 poços com o dado
Nível dinâmico médio70,8 m 16 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 88% dos registros
Rocha predominanteFormação Mosquito 27% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 52 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 14 poços
Poços com teste de vazão64 de 64
Distribuição das profundidades em Paraibano 94 m mínimo 148 m mediana 500 m máximo
Metade dos poços fica entre 128 m e 180 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paraibano por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 5% 100-150 m 24 · 59% 150-200 m 9 · 22% acima de 200 m 6 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paraibano 2 1960 7 1980 9 1990 14 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paraibano. Valores em poços. Abastecimento doméstico 52 · 96% Abastecimento múltiplo 1 · 2% Pecuária 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Mosquito — 4 poços
  • Formação Pastos Bons, Grupo Mearim — 3 poços
  • Formação Pedra de Fogo — 2 poços
  • Formação Piauí — 2 poços
  • Formação Poti — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 2 poços

O território e o subsolo de Paraibano

Paraibano tem 18.274 habitantes distribuídos em 530,5 km², o que dá 34,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São João dos Patos, na região intermediária de Presidente Dutra.

No Censo 2022, 1.432 dos 5.883 domicílios de Paraibano — 24,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.397 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 491 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Maranhão está quase todo sobre a Bacia do Parnaíba, com destaque para os arenitos da Formação Itapecuru. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Itapecuru, Formação Corda, Grupo Barreiras. Poço poroso de comportamento previsível. A alternância de camadas arenosas e argilosas é o que define onde entra o filtro.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paraibano

Com base em 261 poços cadastrados num raio de 30 km de Paraibano - MA, 80% deles foram concluídos entre 97 m e 261 m, com profundidade mediana de 147 m. A vazão mediana calculada é de 7,8 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 20,0 m³/h), sobre 39 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 49 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paraibano se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 261 poços no raio, contra 64 poços dentro do município.

147 mprofundidade mediana
7,8 m³/hvazão mediana calculada
49 mnível estático mediano
9,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 39 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paraibano: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta261 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 52peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 46peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 9peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 16peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paraibano costumam descer

  • até 50 m 3%5
  • 50 a 100 m 12%18
  • 100 a 150 m 47%71
  • acima de 150 m 37%56

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Mosquito 4,1 m³/h 119 m 44 com teste
Formação Pastos Bons, Grupo Mearim 60,9 m³/h 500 m 33 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 24,0 m³/h 150 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 100 a 150 m5 poços Formação Mosquito 3 · Formação Pastos Bons, Grupo Mearim 1 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • acima de 150 m8 poços Formação Corda 2 · Formação Pastos Bons, Grupo Mearim 2 · Formação Grajaú 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paraibano?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paraibano.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.