Maranhão · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Açailândia - MA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Açailândia, Maranhão.

  • aquífero poroso
  • formação itapecuru
  • 505poços cadastrados
  • 162,7 mprofundidade média
  • 160 mprofundidade mediana
  • 64,1 mnível estático médio

Como são os poços em Açailândia - MA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 505 poços em Açailândia - MA. A profundidade média é de 162,7 m e a mediana, 160 m, medida em 293 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 64,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Itapecuru. No Censo 2022, 2.585 dos 34.388 domicílios do município — 7,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
505
Profundidade média
162,7 m
Profundidade mediana
160 m
Nível estático médio
64,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Itapecuru
Ante a média do estado
53,5 m mais fundo que a média de Maranhão (109,2 m)
População (Censo 2022)
106.550 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.585 (7,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 505 poços em Açailândia, com profundidade média de 162,7 m (mediana de 160 m, variando de 20 m a 500 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Itapecuru, presente em 71% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Açailândia é 53,5 m mais fundo que a média de Maranhão (109,2 m).

Números do cadastro em Açailândia

Poços cadastrados em Açailândia - MA
Poços no cadastro nacional505 poços
Profundidade média162,7 m 293 poços com o dado
Profundidade mediana160 m
Faixa de profundidade20 m a 500 m
Nível estático médio64,1 m 214 poços com o dado
Nível dinâmico médio68,4 m 146 poços com o dado
Vazão específica média7,6 m³/h por metro 116 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 94% dos registros
Rocha predominanteFormação Itapecuru 71% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 121 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 92 poços
Poços com teste de vazão505 de 505
Distribuição das profundidades em Açailândia 20 m mínimo 160 m mediana 500 m máximo
Metade dos poços fica entre 108 m e 208 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Açailândia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 2% 50-100 m 57 · 19% 100-150 m 80 · 27% 150-200 m 72 · 25% acima de 200 m 78 · 27%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Açailândia 1 1940 5 1970 22 1980 67 1990 76 2000 92 2010 18 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Açailândia. Valores em poços. Abastecimento doméstico 121 · 30% Abastecimento doméstico/animal 120 · 29% Abastecimento industrial 67 · 16% Abastecimento urbano 66 · 16% Outros (lazer,etc.) 22 · 5% Abastecimento doméstico/irrig. 12 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 67 poços
  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Itapecuru — 72 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 18 poços
  • Complexo Itapicuru — 5 poços
  • Formação Corda — 4 poços
  • Grupo Barreiras — 2 poços
  • Formação Sambaíba, Grupo Balsas — 1 poço

O território e o subsolo de Açailândia

Açailândia tem 106.550 habitantes distribuídos em 5.805,2 km², o que dá 18,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Açailândia, na região intermediária de Imperatriz.

No Censo 2022, 2.585 dos 34.388 domicílios de Açailândia — 7,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.304 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.759 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Maranhão está quase todo sobre a Bacia do Parnaíba, com destaque para os arenitos da Formação Itapecuru. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Itapecuru, Formação Corda, Grupo Barreiras. Poço poroso de comportamento previsível. A alternância de camadas arenosas e argilosas é o que define onde entra o filtro.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Açailândia

Com base em 404 poços cadastrados num raio de 30 km de Açailândia - MA, 80% deles foram concluídos entre 79 m e 250 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 10,1 m³/h (metade dos poços entre 7,4 m³/h e 20,7 m³/h), sobre 94 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 40 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (93% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Açailândia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 404 poços no raio, contra 505 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
10,1 m³/hvazão mediana calculada
40 mnível estático mediano
14,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 94 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Açailândia: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta404 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 65peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 52peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 56peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Açailândia costumam descer

  • até 50 m 2%4
  • 50 a 100 m 23%51
  • 100 a 150 m 34%74
  • acima de 150 m 41%90

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Itapecuru 11,0 m³/h 150 m 4235 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 17,0 m³/h 155 m 1410 com teste
Complexo Itapicuru 12,9 m³/h 160 m 53 com teste
Formação Corda sem teste 220 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2 · Formação Itapecuru 1
  • 50 a 100 m10 poços Formação Itapecuru 8 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2
  • 100 a 150 m20 poços Formação Itapecuru 17 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2 · Complexo Itapicuru 1
  • acima de 150 m29 poços Formação Itapecuru 16 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6 · Complexo Itapicuru 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Açailândia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Açailândia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.