Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Campinorte - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Campinorte, Goiás.

  • aquífero fissural
  • complexo granulítico
  • 15poços cadastrados
  • 131,4 mprofundidade média
  • 110 mprofundidade mediana
  • 15,7 mnível estático médio

Como são os poços em Campinorte - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 15 poços em Campinorte - GO. A profundidade média é de 131,4 m e a mediana, 110 m, medida em 15 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granulítico. No Censo 2022, 879 dos 4.635 domicílios do município — 19% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
15
Profundidade média
131,4 m
Profundidade mediana
110 m
Nível estático médio
15,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granulítico
Ante a média do estado
31,5 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
12.510 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
879 (19%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 15 poços em Campinorte, com profundidade média de 131,4 m (mediana de 110 m, variando de 67 m a 255 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granulítico, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Campinorte é 31,5 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Campinorte

Poços cadastrados em Campinorte - GO
Poços no cadastro nacional15 poços
Profundidade média131,4 m 15 poços com o dado
Profundidade mediana110 m
Faixa de profundidade67 m a 255 m
Nível estático médio15,7 m 14 poços com o dado
Nível dinâmico médio68,6 m 14 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granulítico 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 15 poços
Poços com teste de vazão15 de 15
Distribuição das profundidades em Campinorte 67 m mínimo 110 m mediana 255 m máximo
Metade dos poços fica entre 88 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Campinorte por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 7 · 47% 100-150 m 5 · 33% acima de 200 m 3 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Campinorte. Valores em poços. Abastecimento urbano 6 · 50% Abastecimento doméstico 2 · 17% Abastecimento múltiplo 2 · 17% Abastecimento industrial 2 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granulítico — 2 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Campinorte

Campinorte tem 12.510 habitantes distribuídos em 1.064,5 km², o que dá 11,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Uruaçu - Niquelândia, na região intermediária de Porangatu - Uruaçu.

No Censo 2022, 879 dos 4.635 domicílios de Campinorte — 19% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 576 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 862 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Campinorte

Com base em 46 poços cadastrados num raio de 30 km de Campinorte - GO, 80% deles foram concluídos entre 68 m e 192 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 7,3 m³/h (metade dos poços entre 3,9 m³/h e 19,6 m³/h), sobre 44 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Campinorte se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 46 poços no raio, contra 15 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
7,3 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
1,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 44 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Campinorte: 33/100

33 de 100

Confiança: amostra média46 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 50peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 12peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 20peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 10peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Campinorte costumam descer

  • até 50 m 2%1
  • 50 a 100 m 50%23
  • 100 a 150 m 30%14
  • acima de 150 m 17%8

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Serra da Mesa 19,4 m³/h 120 m 77 com teste
Complexo Granulítico 8,8 m³/h 192 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 100 a 150 m3 poços Grupo Serra da Mesa 3
  • acima de 150 m5 poços Grupo Serra da Mesa 3 · Complexo Granulítico 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Campinorte?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Campinorte.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.