Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cabeceiras - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cabeceiras, Goiás.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 17poços cadastrados
  • 129,4 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 25,6 mnível estático médio

Como são os poços em Cabeceiras - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 17 poços em Cabeceiras - GO. A profundidade média é de 129,4 m e a mediana, 100 m, medida em 16 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 361 dos 2.736 domicílios do município — 13,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
17
Profundidade média
129,4 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
25,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
29,5 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
7.560 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
361 (13,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 17 poços em Cabeceiras, com profundidade média de 129,4 m (mediana de 100 m, variando de 58 m a 274 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cabeceiras é 29,5 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Cabeceiras

Poços cadastrados em Cabeceiras - GO
Poços no cadastro nacional17 poços
Profundidade média129,4 m 16 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade58 m a 274 m
Nível estático médio25,6 m 7 poços com o dado
Nível dinâmico médio58,2 m 7 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 50% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 5 poços
Poços com teste de vazão17 de 17
Distribuição das profundidades em Cabeceiras 58 m mínimo 100 m mediana 274 m máximo
Metade dos poços fica entre 96 m e 180 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cabeceiras por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 9 · 56% 100-150 m 3 · 19% 150-200 m 3 · 19% acima de 200 m 1 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cabeceiras 1 1990 5 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cabeceiras. Valores em poços. Abastecimento doméstico 10 · 67% Sem uso 2 · 13% Abastecimento múltiplo 1 · 7% Abastecimento industrial 1 · 7% Abastecimento urbano 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 1 poço
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 1 poço
  • Grupo Bambuí — 1 poço

O território e o subsolo de Cabeceiras

Cabeceiras tem 7.560 habitantes distribuídos em 1.126,4 km², o que dá 6,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Águas Lindas de Goiás, na região intermediária de Luziânia - Águas Lindas de Goiás.

No Censo 2022, 361 dos 2.736 domicílios de Cabeceiras — 13,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 290 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 336 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cabeceiras

Com base em 39 poços cadastrados num raio de 30 km de Cabeceiras - GO, 80% deles foram concluídos entre 79 m e 194 m, com profundidade mediana de 104 m. A vazão mediana calculada é de 3,1 m³/h (metade dos poços entre 1,4 m³/h e 13,2 m³/h), sobre 11 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cabeceiras se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 39 poços no raio, contra 17 poços dentro do município.

104 mprofundidade mediana
3,1 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
1,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 11 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cabeceiras: 25/100

25 de 100

Confiança: amostra média39 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 18peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 10peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 37peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 1peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cabeceiras costumam descer

  • até 50 m 3%1
  • 50 a 100 m 41%14
  • 100 a 150 m 35%12
  • acima de 150 m 21%7

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Paraopeba 0,8 m³/h 115 m 121 com teste
Formação Três Marias 17,6 m³/h 101 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m5 poços Subgrupo Paraopeba 3 · Formação Três Marias 2
  • 100 a 150 m9 poços Subgrupo Paraopeba 6 · Formação Três Marias 2 · Grupo Paranoá 1
  • acima de 150 m4 poços Subgrupo Paraopeba 3 · Grupo Bambuí 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cabeceiras?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cabeceiras.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.