Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Wagner - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Wagner, Bahia.

  • aquífero carstico
  • formação salitre
  • 23poços cadastrados
  • 143 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 67,1 mnível estático médio

Como são os poços em Wagner - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 23 poços em Wagner - BA. A profundidade média é de 143 m e a mediana, 150 m, medida em 20 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 67,1 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Salitre. No Censo 2022, 83 dos 3.280 domicílios do município — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
23
Profundidade média
143 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
67,1 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Salitre
Ante a média do estado
43,3 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
9.503 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
83 (2,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 23 poços em Wagner, com profundidade média de 143 m (mediana de 150 m, variando de 85 m a 204 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Salitre, presente em 29% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Wagner é 43,3 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Wagner

Poços cadastrados em Wagner - BA
Poços no cadastro nacional23 poços
Profundidade média143 m 20 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade85 m a 204 m
Nível estático médio67,1 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio94,5 m 10 poços com o dado
Vazão específica média84,7 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 63% dos registros
Rocha predominanteFormação Salitre 29% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 8 poços
Poços com teste de vazão23 de 23
Distribuição das profundidades em Wagner 85 m mínimo 150 m mediana 204 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 170 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Wagner por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 15% 100-150 m 11 · 55% 150-200 m 3 · 15% acima de 200 m 3 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Wagner 1 1970 8 1980 3 1990 2 2000 4 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Wagner. Valores em poços. Abastecimento urbano 11 · 85% Abastecimento múltiplo 1 · 8% Abastecimento doméstico/animal 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 5 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Salitre — 2 poços
  • Quaternário — 1 poço
  • Grupo Bambuí — 1 poço
  • Grupo Chapada Diamantina — 1 poço
  • Proterozoico Superior — 1 poço
  • Formação Tombador Indivisa — 1 poço

O território e o subsolo de Wagner

Wagner tem 9.503 habitantes distribuídos em 522,4 km², o que dá 18,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itaberaba, na região intermediária de Feira de Santana.

No Censo 2022, 83 dos 3.280 domicílios de Wagner — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 81 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 382 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Wagner, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Wagner

Com base em 151 poços cadastrados num raio de 30 km de Wagner - BA, 80% deles foram concluídos entre 52 m e 198 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 8,7 m³/h (metade dos poços entre 2,8 m³/h e 16,9 m³/h), sobre 47 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 32 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (53% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Wagner se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 151 poços no raio, contra 23 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
8,7 m³/hvazão mediana calculada
32 mnível estático mediano
5,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 47 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Wagner: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta151 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 64peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 37peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 42peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 31peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Wagner costumam descer

  • até 50 m 8%11
  • 50 a 100 m 31%43
  • 100 a 150 m 37%51
  • acima de 150 m 24%34

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Salitre 5,7 m³/h 150 m 152 com teste
Quaternário sem teste 150 m 10
Formação Bebedouro 19,8 m³/h 75 m 81 com teste
Grupo Bambuí sem teste 155 m 6
Eluvião 1,0 m³/h 170 m 42 com teste
Proterozoico Superior 0,9 m³/h 150 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Formação Bebedouro 2 · Quaternário 1 · Aluviões 1
  • 50 a 100 m13 poços Formação Bebedouro 4 · Terciário-Quaternário 2 · Arqueano 2
  • 100 a 150 m23 poços Formação Salitre 9 · Quaternário 4 · Proterozoico Superior 3
  • acima de 150 m16 poços Formação Salitre 6 · Quaternário 4 · Grupo Bambuí 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Wagner?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Wagner.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.