Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Vitória da Conquista - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Vitória da Conquista, Bahia.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • 299poços cadastrados
  • 86,5 mprofundidade média
  • 84 mprofundidade mediana
  • 10 mnível estático médio

Como são os poços em Vitória da Conquista - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 299 poços em Vitória da Conquista - BA. A profundidade média é de 86,5 m e a mediana, 84 m, medida em 249 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 7.684 dos 129.081 domicílios do município — 5,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
299
Profundidade média
86,5 m
Profundidade mediana
84 m
Nível estático médio
10 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
13,2 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
370.879 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
7.684 (5,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 299 poços em Vitória da Conquista, com profundidade média de 86,5 m (mediana de 84 m, variando de 13 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 51% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Vitória da Conquista é 13,2 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Vitória da Conquista

Poços cadastrados em Vitória da Conquista - BA
Poços no cadastro nacional299 poços
Profundidade média86,5 m 249 poços com o dado
Profundidade mediana84 m
Faixa de profundidade13 m a 200 m
Nível estático médio10 m 164 poços com o dado
Nível dinâmico médio55 m 180 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 156 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 73% dos registros
Rocha predominanteArqueano 51% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 65 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 89 poços
Poços com teste de vazão299 de 299
Distribuição das profundidades em Vitória da Conquista 13 m mínimo 84 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 56 m e 117 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Vitória da Conquista por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 50 · 20% 50-100 m 124 · 50% 100-150 m 65 · 26% 150-200 m 10 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Vitória da Conquista 2 1960 41 1970 47 1980 21 1990 31 2000 89 2010 11 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Vitória da Conquista. Valores em poços. Abastecimento urbano 65 · 46% Abastecimento doméstico/animal 21 · 15% Abastecimento industrial 17 · 12% Doméstico/irrigação/animal 16 · 11% Abastecimento múltiplo 16 · 11% Irrigação 5 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 111 poços
  • Poroso — 42 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 67 poços
  • Coluvião — 19 poços
  • Terciário-Quaternário — 17 poços
  • Terciário — 14 poços
  • Eluvião — 10 poços
  • Proterozoico Médio — 5 poços

O território e o subsolo de Vitória da Conquista

Vitória da Conquista tem 370.879 habitantes distribuídos em 3.254,2 km², o que dá 114,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Vitória da Conquista.

No Censo 2022, 7.684 dos 129.081 domicílios de Vitória da Conquista — 5,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 5.496 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 9.643 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Vitória da Conquista, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Vitória da Conquista

Com base em 248 poços cadastrados num raio de 30 km de Vitória da Conquista - BA, 80% deles foram concluídos entre 35 m e 150 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 2,1 m³/h (metade dos poços entre 1,1 m³/h e 4,2 m³/h), sobre 108 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (73% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Vitória da Conquista se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 248 poços no raio, contra 299 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
2,1 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
8,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 108 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Vitória da Conquista: 29/100

29 de 100

Confiança: amostra alta248 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 11peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 51peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 20peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 42peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Vitória da Conquista costumam descer

  • até 50 m 20%42
  • 50 a 100 m 45%94
  • 100 a 150 m 32%66
  • acima de 150 m 3%7

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Arqueano 1,1 m³/h 71 m 2613 com teste
Coluvião 9,1 m³/h 44 m 187 com teste
Terciário sem teste 35 m 9
Eluvião 3,2 m³/h 60 m 93 com teste
Coberturas Detrítico-Lateríticas 5,2 m³/h 93 m 63 com teste
Quaternário sem teste 48 m 4
Terciário-Quaternário sem teste 41 m 4
Corpo Cristalino 1,9 m³/h 58 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m34 poços Coluvião 13 · Terciário 8 · Quaternário 3
  • 50 a 100 m44 poços Arqueano 22 · Eluvião 6 · Coluvião 5
  • 100 a 150 m9 poços Arqueano 3 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 3 · Corpo Cristalino 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Vitória da Conquista?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Vitória da Conquista.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.