Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Teodoro Sampaio - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Teodoro Sampaio, Bahia.

  • aquífero poroso
  • grupo barreira indiviso
  • 21poços cadastrados
  • 238,5 mprofundidade média
  • 99 mprofundidade mediana
  • 4,1 mnível estático médio

Como são os poços em Teodoro Sampaio - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 21 poços em Teodoro Sampaio - BA. A profundidade média é de 238,5 m e a mediana, 99 m, medida em 20 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreira Indiviso. No Censo 2022, 224 dos 2.608 domicílios do município — 8,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
21
Profundidade média
238,5 m
Profundidade mediana
99 m
Nível estático médio
4,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreira Indiviso
Ante a média do estado
138,8 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
7.110 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
224 (8,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 21 poços em Teodoro Sampaio, com profundidade média de 238,5 m (mediana de 99 m, variando de 8 m a 1.633 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreira Indiviso, presente em 27% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Teodoro Sampaio é 138,8 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Teodoro Sampaio

Poços cadastrados em Teodoro Sampaio - BA
Poços no cadastro nacional21 poços
Profundidade média238,5 m 20 poços com o dado
Profundidade mediana99 m
Faixa de profundidade8 m a 1.633 m
Nível estático médio4,1 m 7 poços com o dado
Nível dinâmico médio34,1 m 15 poços com o dado
Vazão específica média2,9 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreira Indiviso 27% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 9 poços
Poços com teste de vazão21 de 21
Distribuição das profundidades em Teodoro Sampaio 8 m mínimo 99 m mediana 1.633 m máximo
Metade dos poços fica entre 35,5 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Teodoro Sampaio por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 35% 50-100 m 4 · 20% 100-150 m 5 · 25% 150-200 m 1 · 5% acima de 200 m 3 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Teodoro Sampaio 9 1970 3 1980 1 1990 1 2000 1 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Teodoro Sampaio. Valores em poços. Abastecimento industrial 9 · 53% Abastecimento urbano 8 · 47%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 17 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreira Indiviso — 6 poços
  • Arqueano — 6 poços
  • Grupo São Sebastião — 3 poços
  • Quaternário — 3 poços
  • Formação Sergi — 3 poços
  • Eluvião — 1 poço

O território e o subsolo de Teodoro Sampaio

Teodoro Sampaio tem 7.110 habitantes distribuídos em 244,6 km², o que dá 29,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Alagoinhas, na região intermediária de Salvador.

No Censo 2022, 224 dos 2.608 domicílios de Teodoro Sampaio — 8,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 204 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 342 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Teodoro Sampaio

Com base em 402 poços cadastrados num raio de 30 km de Teodoro Sampaio - BA, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 202 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 16,5 m³/h (metade dos poços entre 5,6 m³/h e 34,5 m³/h), sobre 160 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (82% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Teodoro Sampaio se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 402 poços no raio, contra 21 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
16,5 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
14,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 160 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Teodoro Sampaio: 72/100

72 de 100

Confiança: amostra alta402 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 94peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 65peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 65peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 24peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Teodoro Sampaio costumam descer

  • até 50 m 15%55
  • 50 a 100 m 45%160
  • 100 a 150 m 21%76
  • acima de 150 m 19%68

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo São Sebastião 34,8 m³/h 90 m 5929 com teste
Grupo Barreiras 11,4 m³/h 60 m 343 com teste
Formação Marizal 41,7 m³/h 78 m 2315 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 8,5 m³/h 93 m 229 com teste
Quaternário 27,7 m³/h 70 m 145 com teste
Arqueano 5,5 m³/h 70 m 104 com teste
Grupo Barreira Indiviso 24,7 m³/h 38 m 93 com teste
Formação Sergi 8,2 m³/h 100 m 93 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m43 poços Grupo Barreiras 13 · Grupo São Sebastião 12 · Formação Marizal 5
  • 50 a 100 m96 poços Grupo São Sebastião 24 · Grupo Barreiras 15 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 11
  • 100 a 150 m36 poços Grupo São Sebastião 10 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 8 · Formação Marizal 5
  • acima de 150 m33 poços Grupo São Sebastião 13 · Grupo Barreiras 4 · Formação Marizal 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Teodoro Sampaio?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Teodoro Sampaio.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.