Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santanópolis - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santanópolis, Bahia.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • 24poços cadastrados
  • 81,8 mprofundidade média
  • 84 mprofundidade mediana
  • 5,9 mnível estático médio

Como são os poços em Santanópolis - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 24 poços em Santanópolis - BA. A profundidade média é de 81,8 m e a mediana, 84 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 109 dos 3.033 domicílios do município — 3,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
24
Profundidade média
81,8 m
Profundidade mediana
84 m
Nível estático médio
5,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
17,9 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
8.716 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
109 (3,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 24 poços em Santanópolis, com profundidade média de 81,8 m (mediana de 84 m, variando de 22 m a 155 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santanópolis é 17,9 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Santanópolis

Poços cadastrados em Santanópolis - BA
Poços no cadastro nacional24 poços
Profundidade média81,8 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana84 m
Faixa de profundidade22 m a 155 m
Nível estático médio5,9 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio50,5 m 10 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 93% dos registros
Rocha predominanteArqueano 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 5 poços
Poços com teste de vazão24 de 24
Distribuição das profundidades em Santanópolis 22 m mínimo 84 m mediana 155 m máximo
Metade dos poços fica entre 64 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santanópolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 17% 50-100 m 11 · 61% 100-150 m 3 · 17% 150-200 m 1 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santanópolis 2 1970 5 1980 1 1990 5 2000 4 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santanópolis. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 71% Abastecimento doméstico/animal 1 · 14% Abastecimento doméstico 1 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 14 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 5 poços
  • Quaternário — 4 poços
  • Proterozoico Inferior — 2 poços
  • Complexo Santa Luz — 2 poços
  • Grupo Barreiras — 1 poço
  • Complexo Migmatito-Granulítico — 1 poço

O território e o subsolo de Santanópolis

Santanópolis tem 8.716 habitantes distribuídos em 222,7 km², o que dá 39,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Feira de Santana.

No Censo 2022, 109 dos 3.033 domicílios de Santanópolis — 3,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 105 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 997 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Santanópolis, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santanópolis

Com base em 503 poços cadastrados num raio de 30 km de Santanópolis - BA, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 150 m, com profundidade mediana de 70 m. A vazão mediana calculada é de 4,3 m³/h (metade dos poços entre 1,5 m³/h e 12,1 m³/h), sobre 148 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (62% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santanópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 503 poços no raio, contra 24 poços dentro do município.

70 mprofundidade mediana
4,3 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
17,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 148 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santanópolis: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra alta503 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 26peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 72peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 6peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santanópolis costumam descer

  • até 50 m 29%122
  • 50 a 100 m 50%215
  • 100 a 150 m 12%51
  • acima de 150 m 9%39

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 5,4 m³/h 35 m 5614 com teste
Quaternário 1,8 m³/h 65 m 357 com teste
Arqueano 2,5 m³/h 80 m 2212 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 16,7 m³/h 80 m 139 com teste
Formação Sergi 7,7 m³/h 143 m 96 com teste
Formação Candeias 15,5 m³/h 187 m 82 com teste
Grupo Barreira Indiviso 22,4 m³/h 54 m 62 com teste
Formação Aliança 6,2 m³/h 90 m 53 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m62 poços Grupo Barreiras 38 · Quaternário 8 · Grupo Barreira Indiviso 3
  • 50 a 100 m89 poços Quaternário 26 · Arqueano 18 · Grupo Barreiras 12
  • 100 a 150 m16 poços Arqueano 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Formação Sergi 3
  • acima de 150 m20 poços Formação Candeias 6 · Grupo Barreiras 5 · Formação Sergi 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santanópolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santanópolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.