Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santana - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santana, Bahia.

  • aquífero carstico
  • grupo bambuí
  • 99poços cadastrados
  • 112,8 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 15,6 mnível estático médio

Como são os poços em Santana - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 99 poços em Santana - BA. A profundidade média é de 112,8 m e a mediana, 120 m, medida em 91 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,6 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Grupo Bambuí. No Censo 2022, 1.547 dos 8.397 domicílios do município — 18,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
99
Profundidade média
112,8 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
15,6 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Grupo Bambuí
Ante a média do estado
13,1 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
24.755 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.547 (18,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 99 poços em Santana, com profundidade média de 112,8 m (mediana de 120 m, variando de 40 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bambuí, presente em 77% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santana é 13,1 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Santana

Poços cadastrados em Santana - BA
Poços no cadastro nacional99 poços
Profundidade média112,8 m 91 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade40 m a 180 m
Nível estático médio15,6 m 69 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,6 m 72 poços com o dado
Vazão específica média13,3 m³/h por metro 68 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 92% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bambuí 77% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 34 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 45 poços
Poços com teste de vazão99 de 99
Distribuição das profundidades em Santana 40 m mínimo 120 m mediana 180 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 149 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santana por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 4% 50-100 m 29 · 32% 100-150 m 52 · 57% 150-200 m 6 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santana 8 1970 45 1980 10 1990 15 2000 13 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santana. Valores em poços. Abastecimento urbano 34 · 54% Abastecimento múltiplo 15 · 24% Doméstico/irrigação/animal 10 · 16% Pecuária 3 · 5% Outros (lazer,etc.) 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 54 poços
  • Fissural — 3 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bambuí — 53 poços
  • Eluvião — 7 poços
  • Aluviões — 4 poços
  • Terciário-Quaternário — 3 poços
  • Formação Serra da Saudade — 1 poço
  • Formação Serra de Santa Helena — 1 poço

O território e o subsolo de Santana

Santana tem 24.755 habitantes distribuídos em 1.909,4 km², o que dá 13,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Barreiras.

No Censo 2022, 1.547 dos 8.397 domicílios de Santana — 18,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.540 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.316 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santana

Com base em 235 poços cadastrados num raio de 30 km de Santana - BA, 80% deles foram concluídos entre 61 m e 154 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 9,5 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 19,8 m³/h), sobre 136 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (82% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santana se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 235 poços no raio, contra 99 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
9,5 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
8,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 136 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santana: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta235 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 71peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 50peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 66peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 25peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santana costumam descer

  • até 50 m 4%8
  • 50 a 100 m 36%79
  • 100 a 150 m 50%111
  • acima de 150 m 10%23

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bambuí 11,6 m³/h 115 m 10564 com teste
Eluvião 9,2 m³/h 100 m 137 com teste
Aluviões 15,1 m³/h 92 m 42 com teste
Subgrupo Paraopeba 12,0 m³/h 135 m 43 com teste
Formacao Urucuia 1,6 m³/h 120 m 31 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 13,9 m³/h 72 m 33 com teste
Proterozoico Superior 29,3 m³/h 180 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Grupo Bambuí 4 · Eluvião 2 · Subgrupo Paraopeba 1
  • 50 a 100 m54 poços Grupo Bambuí 38 · Eluvião 6 · Aluviões 2
  • 100 a 150 m70 poços Grupo Bambuí 60 · Eluvião 5 · Aluviões 2
  • acima de 150 m9 poços Grupo Bambuí 3 · Subgrupo Paraopeba 2 · Proterozoico Superior 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santana?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santana.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.