Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pindaí - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pindaí, Bahia.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • 66poços cadastrados
  • 75,3 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 4,9 mnível estático médio

Como são os poços em Pindaí - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 66 poços em Pindaí - BA. A profundidade média é de 75,3 m e a mediana, 80 m, medida em 65 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 2.402 dos 5.018 domicílios do município — 47,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
66
Profundidade média
75,3 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
4,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
24,4 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
14.731 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.402 (47,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 66 poços em Pindaí, com profundidade média de 75,3 m (mediana de 80 m, variando de 37 m a 102 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 81% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pindaí é 24,4 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Pindaí

Poços cadastrados em Pindaí - BA
Poços no cadastro nacional66 poços
Profundidade média75,3 m 65 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade37 m a 102 m
Nível estático médio4,9 m 54 poços com o dado
Nível dinâmico médio40,6 m 57 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 22 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteArqueano 81% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 31 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 24 poços
Poços com teste de vazão66 de 66
Distribuição das profundidades em Pindaí 37 m mínimo 80 m mediana 102 m máximo
Metade dos poços fica entre 65 m e 84 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pindaí por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 8% 50-100 m 59 · 91% 100-150 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pindaí 17 1980 24 1990 8 2000 12 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pindaí. Valores em poços. Abastecimento urbano 31 · 79% Abastecimento múltiplo 5 · 13% Abastecimento doméstico/animal 3 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 51 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 39 poços
  • Corpo Cristalino — 6 poços
  • Proterozoico Inferior — 1 poço
  • Quaternário — 1 poço
  • Grupo Santo Onofre — 1 poço

O território e o subsolo de Pindaí

Pindaí tem 14.731 habitantes distribuídos em 628,5 km², o que dá 23,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Guanambi.

No Censo 2022, 2.402 dos 5.018 domicílios de Pindaí — 47,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.370 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.543 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pindaí

Com base em 228 poços cadastrados num raio de 30 km de Pindaí - BA, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 100 m, com profundidade mediana de 70 m. A vazão mediana calculada é de 4,0 m³/h (metade dos poços entre 1,8 m³/h e 7,7 m³/h), sobre 102 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pindaí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 228 poços no raio, contra 66 poços dentro do município.

70 mprofundidade mediana
4,0 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
8,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 102 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pindaí: 33/100

33 de 100

Confiança: amostra alta228 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 49peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 13peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 42peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pindaí costumam descer

  • até 50 m 11%23
  • 50 a 100 m 80%174
  • 100 a 150 m 8%17
  • acima de 150 m 1%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Arqueano 4,2 m³/h 70 m 8033 com teste
Corpo Cristalino 3,7 m³/h 63 m 146 com teste
Quaternário 1,2 m³/h 70 m 131 com teste
Proterozoico Inferior 2,1 m³/h 70 m 74 com teste
Grupo Santo Onofre 2,0 m³/h 57 m 52 com teste
Terciário-Quaternário sem teste 62 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m18 poços Arqueano 11 · Quaternário 2 · Grupo Santo Onofre 2
  • 50 a 100 m108 poços Arqueano 66 · Corpo Cristalino 13 · Quaternário 11
  • 100 a 150 m5 poços Arqueano 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1 · Proterozoico Inferior 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pindaí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pindaí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.