Bahia · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Piatã - BA: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Piatã, Bahia.
- aquífero fissural
- grupo paraguaçu
- 101poços cadastrados
- 92,6 mprofundidade média
- 96 mprofundidade mediana
- 10 mnível estático médio
Como são os poços em Piatã - BA?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 101 poços em Piatã - BA. A profundidade média é de 92,6 m e a mediana, 96 m, medida em 91 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Paraguaçu. No Censo 2022, 1.960 dos 6.544 domicílios do município — 30% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 101
- Profundidade média
- 92,6 m
- Profundidade mediana
- 96 m
- Nível estático médio
- 10 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Grupo Paraguaçu
- Ante a média do estado
- 7,1 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
- População (Censo 2022)
- 20.086 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 1.960 (30%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 101 poços em Piatã, com profundidade média de 92,6 m (mediana de 96 m, variando de 23 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Paraguaçu, presente em 55% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Piatã é 7,1 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).
Números do cadastro em Piatã
| Poços no cadastro nacional | 101 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 92,6 m 91 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 96 m |
| Faixa de profundidade | 23 m a 180 m |
| Nível estático médio | 10 m 54 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 43,1 m 55 poços com o dado |
| Vazão específica média | 26,7 m³/h por metro 34 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo Paraguaçu 55% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 33 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1990 29 poços |
| Poços com teste de vazão | 101 de 101 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 41 poços
Formações geológicas atravessadas
- Grupo Paraguaçu — 21 poços
- Corpo Cristalino — 10 poços
- Proterozoico Médio — 4 poços
- Eluvião — 1 poço
- Quaternário — 1 poço
- Arqueano — 1 poço
O território e o subsolo de Piatã
Piatã tem 20.086 habitantes distribuídos em 1.825,9 km², o que dá 11,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Seabra, na região intermediária de Feira de Santana.
No Censo 2022, 1.960 dos 6.544 domicílios de Piatã — 30% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.944 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 602 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Piatã
Com base em 171 poços cadastrados num raio de 30 km de Piatã - BA, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 140 m, com profundidade mediana de 94 m. A vazão mediana calculada é de 7,6 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 12,4 m³/h), sobre 68 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (94% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Piatã se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 171 poços no raio, contra 101 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 68 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Piatã: 47/100
Confiança: amostra alta171 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 53peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 40peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 25peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 53peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 70peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Piatã costumam descer
- até 50 m 11%18
- 50 a 100 m 55%88
- 100 a 150 m 28%45
- acima de 150 m 5%8
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Grupo Paraguaçu | 3,8 m³/h | 82 m | 3111 com teste |
| Corpo Cristalino | 7,7 m³/h | 100 m | 168 com teste |
| Grupo Chapada Diamantina | 8,8 m³/h | 94 m | 53 com teste |
| Quaternário | 4,2 m³/h | 101 m | 41 com teste |
| Proterozoico Inferior | 19,1 m³/h | 100 m | 32 com teste |
| Proterozoico Médio | 10,2 m³/h | 70 m | 31 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m11 poços Grupo Paraguaçu 6 · Corpo Cristalino 2 · Grupo Bambuí 1
- 50 a 100 m44 poços Grupo Paraguaçu 18 · Corpo Cristalino 8 · Proterozoico Inferior 2
- 100 a 150 m16 poços Corpo Cristalino 5 · Grupo Paraguaçu 4 · Grupo Chapada Diamantina 2
- acima de 150 m4 poços Grupo Paraguaçu 3 · Corpo Cristalino 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Piatã?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Piatã.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Piatã
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.