Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Inhambupe - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Inhambupe, Bahia.

  • aquífero poroso
  • formação marizal
  • 120poços cadastrados
  • 134,9 mprofundidade média
  • 114 mprofundidade mediana
  • 40,8 mnível estático médio

Como são os poços em Inhambupe - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 120 poços em Inhambupe - BA. A profundidade média é de 134,9 m e a mediana, 114 m, medida em 106 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 40,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Marizal. No Censo 2022, 1.832 dos 12.152 domicílios do município — 15,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
120
Profundidade média
134,9 m
Profundidade mediana
114 m
Nível estático médio
40,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Marizal
Ante a média do estado
35,2 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
33.790 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.832 (15,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 120 poços em Inhambupe, com profundidade média de 134,9 m (mediana de 114 m, variando de 15 m a 415 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Marizal, presente em 45% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Inhambupe é 35,2 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Inhambupe

Poços cadastrados em Inhambupe - BA
Poços no cadastro nacional120 poços
Profundidade média134,9 m 106 poços com o dado
Profundidade mediana114 m
Faixa de profundidade15 m a 415 m
Nível estático médio40,8 m 86 poços com o dado
Nível dinâmico médio58,1 m 69 poços com o dado
Vazão específica média6,1 m³/h por metro 49 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 98% dos registros
Rocha predominanteFormação Marizal 45% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 52 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 31 poços
Poços com teste de vazão120 de 120
Distribuição das profundidades em Inhambupe 15 m mínimo 114 m mediana 415 m máximo
Metade dos poços fica entre 85 m e 153 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Inhambupe por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 7% 50-100 m 31 · 29% 100-150 m 36 · 34% 150-200 m 15 · 14% acima de 200 m 17 · 16%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Inhambupe 1 1960 6 1970 29 1980 18 1990 31 2000 8 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Inhambupe. Valores em poços. Abastecimento doméstico 52 · 60% Abastecimento urbano 14 · 16% Abastecimento doméstico/animal 9 · 10% Irrigação 7 · 8% Abastecimento doméstico/irrig. 4 · 5% Abastecimento múltiplo 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 49 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Marizal — 26 poços
  • Grupo São Sebastião — 12 poços
  • Grupo Barreira Indiviso — 7 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 5 poços
  • Quaternário — 5 poços
  • Eluvião — 3 poços

O território e o subsolo de Inhambupe

Inhambupe tem 33.790 habitantes distribuídos em 1.082,3 km², o que dá 31,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Alagoinhas, na região intermediária de Salvador.

No Censo 2022, 1.832 dos 12.152 domicílios de Inhambupe — 15,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.812 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.751 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Inhambupe

Com base em 246 poços cadastrados num raio de 30 km de Inhambupe - BA, 80% deles foram concluídos entre 24 m e 212 m, com profundidade mediana de 104 m. A vazão mediana calculada é de 18,8 m³/h (metade dos poços entre 9,0 m³/h e 36,0 m³/h), sobre 97 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 28 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Inhambupe se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 246 poços no raio, contra 120 poços dentro do município.

104 mprofundidade mediana
18,8 m³/hvazão mediana calculada
28 mnível estático mediano
8,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 97 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Inhambupe: 69/100

69 de 100

Confiança: amostra alta246 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 96peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 51peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 37peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 45peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Inhambupe costumam descer

  • até 50 m 17%38
  • 50 a 100 m 30%67
  • 100 a 150 m 25%56
  • acima de 150 m 28%64

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Marizal 16,8 m³/h 160 m 3919 com teste
Grupo Barreiras 26,0 m³/h 33 m 165 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 13,4 m³/h 21 m 143 com teste
Quaternário 7,3 m³/h 80 m 134 com teste
Grupo São Sebastião 29,3 m³/h 132 m 138 com teste
Grupo Barreira Indiviso 6,9 m³/h 101 m 83 com teste
Corpo Cristalino 5,8 m³/h 75 m 41 com teste
Eluvião 13,2 m³/h 116 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m28 poços Grupo Barreiras 10 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 9 · Quaternário 4
  • 50 a 100 m32 poços Formação Marizal 10 · Quaternário 5 · Grupo São Sebastião 4
  • 100 a 150 m23 poços Formação Marizal 7 · Quaternário 4 · Grupo São Sebastião 3
  • acima de 150 m36 poços Formação Marizal 22 · Grupo São Sebastião 5 · Grupo Barreiras 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Inhambupe?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Inhambupe.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.