Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Glória - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Glória, Bahia.

  • aquífero poroso
  • eluvião
  • 57poços cadastrados
  • 134 mprofundidade média
  • 101 mprofundidade mediana
  • 23,1 mnível estático médio

Como são os poços em Glória - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 57 poços em Glória - BA. A profundidade média é de 134 m e a mediana, 101 m, medida em 36 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Eluvião. No Censo 2022, 961 dos 5.408 domicílios do município — 17,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
57
Profundidade média
134 m
Profundidade mediana
101 m
Nível estático médio
23,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Eluvião
Ante a média do estado
34,3 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
15.524 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
961 (17,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 57 poços em Glória, com profundidade média de 134 m (mediana de 101 m, variando de 28 m a 352 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Eluvião, presente em 23% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Glória é 34,3 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Glória

Poços cadastrados em Glória - BA
Poços no cadastro nacional57 poços
Profundidade média134 m 36 poços com o dado
Profundidade mediana101 m
Faixa de profundidade28 m a 352 m
Nível estático médio23,1 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio53,9 m 17 poços com o dado
Vazão específica média1,8 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 67% dos registros
Rocha predominanteEluvião 23% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 16 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 15 poços
Poços com teste de vazão57 de 57
Distribuição das profundidades em Glória 28 m mínimo 101 m mediana 352 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 168 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Glória por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 6% 50-100 m 16 · 44% 100-150 m 9 · 25% 150-200 m 1 · 3% acima de 200 m 8 · 22%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Glória 4 1970 2 1980 9 1990 15 2000 5 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Glória. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 16 · 41% Abastecimento doméstico 7 · 18% Pecuária 7 · 18% Abastecimento urbano 5 · 13% Abastecimento industrial 4 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 12 poços
  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Eluvião — 3 poços
  • Formação Marizal — 3 poços
  • Formação Tacaratu — 2 poços
  • Grupo Ilhas — 2 poços
  • Suíte Intrusiva Peraluminosa Xingó — 2 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço

O território e o subsolo de Glória

Glória tem 15.524 habitantes distribuídos em 1.566,6 km², o que dá 9,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Paulo Afonso.

No Censo 2022, 961 dos 5.408 domicílios de Glória — 17,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 956 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.264 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Glória

Com base em 176 poços cadastrados num raio de 30 km de Glória - BA, 80% deles foram concluídos entre 37 m e 231 m, com profundidade mediana de 71 m. A vazão mediana calculada é de 3,6 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 9,7 m³/h), sobre 40 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (53% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Glória se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 176 poços no raio, contra 57 poços dentro do município.

71 mprofundidade mediana
3,6 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
6,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 40 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Glória: 29/100

29 de 100

Confiança: amostra alta176 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 21peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 41peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 21peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 72peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 10peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Glória costumam descer

  • até 50 m 20%23
  • 50 a 100 m 47%54
  • 100 a 150 m 20%23
  • acima de 150 m 14%16

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 1,6 m³/h 60 m 108 com teste
Corpo Cristalino 2,8 m³/h 30 m 76 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 10,0 m³/h 90 m 72 com teste
Formação Marizal 186,6 m³/h 222 m 42 com teste
Eluvião 6,8 m³/h 140 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m11 poços Corpo Cristalino 6 · Pré-Cambriano Indiviso 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2
  • 50 a 100 m16 poços Pré-Cambriano Indiviso 8 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2 · Eluvião 1
  • 100 a 150 m6 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Eluvião 2 · Suíte Intrusiva Peraluminosa Xingó 1
  • acima de 150 m5 poços Formação Marizal 3 · Grupo Ilhas 1 · Formação Candeias 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Glória?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Glória.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.