Tocantins · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Lajeado - TO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lajeado, Tocantins.

  • aquífero fissural
  • terciário-quaternário
  • 8poços cadastrados
  • 95,3 mprofundidade média
  • 105 mprofundidade mediana
  • 7,7 mnível estático médio

Como são os poços em Lajeado - TO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Lajeado - TO. A profundidade média é de 95,3 m e a mediana, 105 m, medida em 3 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Terciário-Quaternário. No Censo 2022, 163 dos 1.164 domicílios do município — 14% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
95,3 m
Profundidade mediana
105 m
Nível estático médio
7,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Terciário-Quaternário
Ante a média do estado
18,7 m mais raso que a média de Tocantins (114 m)
População (Censo 2022)
3.357 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
163 (14%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 8 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Lajeado, com profundidade média de 95,3 m (mediana de 105 m, variando de 70 m a 111 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Terciário-Quaternário, presente em 25% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Lajeado é 18,7 m mais raso que a média de Tocantins (114 m).

Números do cadastro em Lajeado

Poços cadastrados em Lajeado - TO
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média95,3 m 3 poços com o dado
Profundidade mediana105 m
Faixa de profundidade70 m a 111 m
Nível estático médio7,7 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio32 m 1 poço com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteTerciário-Quaternário 25% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2020 2 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Lajeado 70 m mínimo 105 m mediana 111 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 111 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Lajeado por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 33% 100-150 m 2 · 67%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Lajeado 1 1980 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Lajeado. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 3 · 50% Abastecimento doméstico 2 · 33% Abastecimento múltiplo 1 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Terciário-Quaternário — 1 poço
  • Formação Pimenteiras, Grupo Canindé — 1 poço
  • Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço
  • Subgrupo Lageado — 1 poço

O território e o subsolo de Lajeado

Lajeado tem 3.357 habitantes distribuídos em 318,3 km², o que dá 10,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Palmas.

No Censo 2022, 163 dos 1.164 domicílios de Lajeado — 14% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 132 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 330 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Tocantins está sobre a borda da Bacia do Parnaíba a leste, com os arenitos do Urucuia e do Grupo Serra Grande, e o cristalino da faixa Araguaia a oeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Serra Grande, Formação Piauí, Faixa Araguaia. A leste, poço poroso previsível; a oeste, fissural. A planície do Bananal tem aquífero raso e sazonal.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Lajeado

Com base em 21 poços cadastrados num raio de 30 km de Lajeado - TO, 80% deles foram concluídos entre 28 m e 275 m, com profundidade mediana de 105 m. A vazão mediana calculada é de 7,4 m³/h (metade dos poços entre 4,7 m³/h e 9,9 m³/h), sobre 6 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (50% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lajeado se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 21 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

105 mprofundidade mediana
7,4 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
0,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 6 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Lajeado: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra baixa21 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 51peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 5peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 32peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 36peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 95peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Lajeado costumam descer

  • até 50 m 36%4
  • 50 a 100 m 9%1
  • 100 a 150 m 27%3
  • acima de 150 m 27%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Lajeado?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lajeado.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.