São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ribeirão Bonito - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ribeirão Bonito, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 37poços cadastrados
  • 122,5 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 46,9 mnível estático médio

Como são os poços em Ribeirão Bonito - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 37 poços em Ribeirão Bonito - SP. A profundidade média é de 122,5 m e a mediana, 120 m, medida em 37 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 46,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 235 dos 4.036 domicílios do município — 5,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
37
Profundidade média
122,5 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
46,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
33,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
10.989 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
235 (5,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 37 poços em Ribeirão Bonito, com profundidade média de 122,5 m (mediana de 120 m, variando de 5 m a 315 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ribeirão Bonito é 33,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Ribeirão Bonito

Poços cadastrados em Ribeirão Bonito - SP
Poços no cadastro nacional37 poços
Profundidade média122,5 m 37 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade5 m a 315 m
Nível estático médio46,9 m 20 poços com o dado
Nível dinâmico médio66,8 m 20 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 20 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 90% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 47% dos registros
Uso mais comumIrrigação 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 32 poços
Poços com teste de vazão37 de 37
Distribuição das profundidades em Ribeirão Bonito 5 m mínimo 120 m mediana 315 m máximo
Metade dos poços fica entre 75 m e 152 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ribeirão Bonito por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 19% 50-100 m 8 · 22% 100-150 m 12 · 32% 150-200 m 8 · 22% acima de 200 m 2 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ribeirão Bonito 1 1980 32 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ribeirão Bonito. Valores em poços. Irrigação 9 · 27% Outros (lazer,etc.) 8 · 24% Abastecimento urbano 7 · 21% Abastecimento doméstico 5 · 15% Abastecimento industrial 3 · 9% Pecuária 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 18 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 15 poços
  • Formação Serra Geral — 9 poços
  • Formação Piramboia — 7 poços
  • Grupo Bauru — 1 poço

O território e o subsolo de Ribeirão Bonito

Ribeirão Bonito tem 10.989 habitantes distribuídos em 471,6 km², o que dá 23,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Carlos, na região intermediária de Araraquara.

No Censo 2022, 235 dos 4.036 domicílios de Ribeirão Bonito — 5,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 216 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 192 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Ribeirão Bonito, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ribeirão Bonito

Com base em 512 poços cadastrados num raio de 30 km de Ribeirão Bonito - SP, 80% deles foram concluídos entre 32 m e 270 m, com profundidade mediana de 103 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 3,1 m³/h e 25,5 m³/h), sobre 290 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (68% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ribeirão Bonito se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 512 poços no raio, contra 37 poços dentro do município.

103 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
18,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 290 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ribeirão Bonito: 54/100

54 de 100

Confiança: amostra alta512 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 72peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 64peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 38peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 4peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ribeirão Bonito costumam descer

  • até 50 m 22%113
  • 50 a 100 m 27%135
  • 100 a 150 m 21%108
  • acima de 150 m 30%151

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 5,5 m³/h 100 m 147127 com teste
Formação Serra Geral 15,9 m³/h 160 m 6756 com teste
Formação Botucatu 15,2 m³/h 120 m 5343 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 3,6 m³/h 60 m 3938 com teste
Formação Piramboia 15,2 m³/h 136 m 88 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m66 poços Grupo Bauru 38 · Formação Vale do Rio do Peixe 17 · Formação Serra Geral 5
  • 50 a 100 m80 poços Grupo Bauru 36 · Formação Botucatu 18 · Formação Serra Geral 13
  • 100 a 150 m61 poços Grupo Bauru 27 · Formação Botucatu 14 · Formação Serra Geral 14
  • acima de 150 m113 poços Grupo Bauru 46 · Formação Serra Geral 35 · Formação Botucatu 17

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ribeirão Bonito?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ribeirão Bonito.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.