São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paranapuã - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paranapuã, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 8poços cadastrados
  • 141,6 mprofundidade média
  • 180 mprofundidade mediana
  • 8 mnível estático médio

Como são os poços em Paranapuã - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Paranapuã - SP. A profundidade média é de 141,6 m e a mediana, 180 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 127 dos 1.531 domicílios do município — 8,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
141,6 m
Profundidade mediana
180 m
Nível estático médio
8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
14,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
4.031 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
127 (8,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Paranapuã, com profundidade média de 141,6 m (mediana de 180 m, variando de 60 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 57% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paranapuã é 14,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Paranapuã

Poços cadastrados em Paranapuã - SP
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média141,6 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana180 m
Faixa de profundidade60 m a 200 m
Nível estático médio8 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio23,1 m 3 poços com o dado
Vazão específica média4,9 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 60% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 57% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 2 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Paranapuã 60 m mínimo 180 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paranapuã por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 25% 100-150 m 2 · 25% 150-200 m 4 · 50%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paranapuã 2 1970 2 1980 1 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paranapuã. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 63% Irrigação 2 · 25% Abastecimento doméstico 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 3 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Grupo Bauru — 3 poços

O território e o subsolo de Paranapuã

Paranapuã tem 4.031 habitantes distribuídos em 140,4 km², o que dá 28,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jales, na região intermediária de São José do Rio Preto.

No Censo 2022, 127 dos 1.531 domicílios de Paranapuã — 8,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 122 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 100 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paranapuã

Com base em 349 poços cadastrados num raio de 30 km de Paranapuã - SP, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 200 m, com profundidade mediana de 109 m. A vazão mediana calculada é de 9,8 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 20,0 m³/h), sobre 176 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (80% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paranapuã se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 349 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

109 mprofundidade mediana
9,8 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
12,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 176 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paranapuã: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra alta349 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 72peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 61peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 33peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 38peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paranapuã costumam descer

  • até 50 m 4%11
  • 50 a 100 m 42%125
  • 100 a 150 m 31%92
  • acima de 150 m 24%71

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 8,9 m³/h 110 m 228153 com teste
Formação Serra Geral 36,6 m³/h 157 m 1210 com teste
Formação Botucatu 5,9 m³/h 57 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m11 poços Grupo Bauru 10 · Formação Botucatu 1
  • 50 a 100 m96 poços Grupo Bauru 87 · Formação Serra Geral 4 · Formação Botucatu 4
  • 100 a 150 m77 poços Grupo Bauru 76 · Formação Serra Geral 1
  • acima de 150 m62 poços Grupo Bauru 55 · Formação Serra Geral 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paranapuã?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paranapuã.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.