São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Bernardino de Campos - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Bernardino de Campos, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 21poços cadastrados
  • 184,2 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 46,4 mnível estático médio

Como são os poços em Bernardino de Campos - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 21 poços em Bernardino de Campos - SP. A profundidade média é de 184,2 m e a mediana, 120 m, medida em 20 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 46,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 229 dos 3.884 domicílios do município — 5,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
21
Profundidade média
184,2 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
46,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
28,2 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
11.607 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
229 (5,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 21 poços em Bernardino de Campos, com profundidade média de 184,2 m (mediana de 120 m, variando de 60 m a 600 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 73% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Bernardino de Campos é 28,2 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Bernardino de Campos

Poços cadastrados em Bernardino de Campos - SP
Poços no cadastro nacional21 poços
Profundidade média184,2 m 20 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade60 m a 600 m
Nível estático médio46,4 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio78,2 m 9 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 82% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 73% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 6 poços
Poços com teste de vazão21 de 21
Distribuição das profundidades em Bernardino de Campos 60 m mínimo 120 m mediana 600 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 198 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Bernardino de Campos por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 7 · 35% 100-150 m 6 · 30% 150-200 m 4 · 20% acima de 200 m 3 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Bernardino de Campos 1 1960 5 1970 2 1980 6 2000 6 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Bernardino de Campos. Valores em poços. Abastecimento doméstico 7 · 35% Abastecimento industrial 6 · 30% Abastecimento urbano 4 · 20% Sem uso 1 · 5% Abastecimento múltiplo 1 · 5% Doméstico/irrigação/animal 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 9 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 11 poços
  • Formação Botucatu — 2 poços
  • Formação Piramboia — 2 poços

O território e o subsolo de Bernardino de Campos

Bernardino de Campos tem 11.607 habitantes distribuídos em 244,2 km², o que dá 47,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ourinhos, na região intermediária de Marília.

No Censo 2022, 229 dos 3.884 domicílios de Bernardino de Campos — 5,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 196 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 302 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Bernardino de Campos, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Bernardino de Campos

Com base em 161 poços cadastrados num raio de 30 km de Bernardino de Campos - SP, 80% deles foram concluídos entre 67 m e 290 m, com profundidade mediana de 128 m. A vazão mediana calculada é de 14,2 m³/h (metade dos poços entre 5,1 m³/h e 30,1 m³/h), sobre 76 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 22 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (80% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Bernardino de Campos se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 161 poços no raio, contra 21 poços dentro do município.

128 mprofundidade mediana
14,2 m³/hvazão mediana calculada
22 mnível estático mediano
5,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 76 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Bernardino de Campos: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta161 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 91peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 39peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 23peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Bernardino de Campos costumam descer

  • até 50 m 1%2
  • 50 a 100 m 36%50
  • 100 a 150 m 26%36
  • acima de 150 m 37%51

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 15,0 m³/h 123 m 8264 com teste
Grupo Bauru 7,0 m³/h 129 m 86 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m35 poços Formação Serra Geral 31 · Grupo Bauru 3 · Formação Botucatu 1
  • 100 a 150 m22 poços Formação Serra Geral 18 · Grupo Bauru 3 · Aluviões 1
  • acima de 150 m35 poços Formação Serra Geral 31 · Grupo Bauru 2 · Formação Botucatu 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Bernardino de Campos?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Bernardino de Campos.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.