Sergipe · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pinhão - SE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pinhão, Sergipe.

  • aquífero carstico
  • grupo bambuí
  • 78poços cadastrados
  • 62,9 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 27,4 mnível estático médio

Como são os poços em Pinhão - SE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 78 poços em Pinhão - SE. A profundidade média é de 62,9 m e a mediana, 60 m, medida em 60 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 27,4 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Grupo Bambuí. No Censo 2022, 37 dos 2.028 domicílios do município — 1,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
78
Profundidade média
62,9 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
27,4 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Grupo Bambuí
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Sergipe (61,9 m)
População (Censo 2022)
5.677 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
37 (1,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 78 poços em Pinhão, com profundidade média de 62,9 m (mediana de 60 m, variando de 1 m a 97 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bambuí, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pinhão é praticamente igual à média de Sergipe (61,9 m).

Números do cadastro em Pinhão

Poços cadastrados em Pinhão - SE
Poços no cadastro nacional78 poços
Profundidade média62,9 m 60 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade1 m a 97 m
Nível estático médio27,4 m 32 poços com o dado
Nível dinâmico médio32,9 m 28 poços com o dado
Vazão específica média41,9 m³/h por metro 20 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 68% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bambuí 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 30 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 27 poços
Poços com teste de vazão78 de 78
Distribuição das profundidades em Pinhão 1 m mínimo 60 m mediana 97 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 71 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pinhão por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 15% 50-100 m 51 · 85%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pinhão 2 1960 3 1970 19 1980 27 1990 25 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pinhão. Valores em poços. Abastecimento doméstico 30 · 91% Abastecimento doméstico/animal 2 · 6% Abastecimento múltiplo 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 36 poços
  • Fissural — 17 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bambuí — 2 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço
  • Formação Olhos Dagua — 1 poço

O território e o subsolo de Pinhão

Pinhão tem 5.677 habitantes distribuídos em 156,4 km², o que dá 36,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itabaiana.

No Censo 2022, 37 dos 2.028 domicílios de Pinhão — 1,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 36 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 674 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Pinhão, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Sergipe divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas, na faixa costeira, e o cristalino, no interior. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Marituba, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso produtivo perto do litoral; fissural e sujeito a salinidade no sertão.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pinhão

Com base em 794 poços cadastrados num raio de 30 km de Pinhão - SE, 80% deles foram concluídos entre 42 m e 82 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 4,7 m³/h (metade dos poços entre 2,2 m³/h e 9,1 m³/h), sobre 153 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (69% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pinhão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 794 poços no raio, contra 78 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
4,7 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
28,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 153 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pinhão: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta794 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 28peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 85peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 30peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 42peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pinhão costumam descer

  • até 50 m 23%146
  • 50 a 100 m 71%452
  • 100 a 150 m 5%35
  • acima de 150 m 1%4

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Olhos Dagua 4,7 m³/h 60 m 381 com teste
Formação Frei Paulo 3,9 m³/h 60 m 237 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico sem teste 60 m 17
Grupo Bambuí sem teste 60 m 12
Corpo Cristalino sem teste 54 m 8
Grupo Simão Dias sem teste 60 m 6
Quaternário 5,4 m³/h 80 m 31 com teste
Grupo Canudos 23,5 m³/h 60 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m28 poços Formação Olhos Dagua 7 · Formação Frei Paulo 5 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 4
  • 50 a 100 m88 poços Formação Olhos Dagua 28 · Formação Frei Paulo 18 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 13
  • 100 a 150 m6 poços Formação Olhos Dagua 2 · Grupo Nova Lima 2 · Corpo Cristalino 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pinhão?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pinhão.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.