Sergipe · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Campo do Brito - SE: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Campo do Brito, Sergipe.
- aquífero fissural
- corpo cristalino
- 127poços cadastrados
- 54,1 mprofundidade média
- 60 mprofundidade mediana
- 8,9 mnível estático médio
Como são os poços em Campo do Brito - SE?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 127 poços em Campo do Brito - SE. A profundidade média é de 54,1 m e a mediana, 60 m, medida em 101 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 1.111 dos 6.792 domicílios do município — 16,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 127
- Profundidade média
- 54,1 m
- Profundidade mediana
- 60 m
- Nível estático médio
- 8,9 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Corpo Cristalino
- Ante a média do estado
- 7,8 m mais raso que a média de Sergipe (61,9 m)
- População (Censo 2022)
- 18.149 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 1.111 (16,4%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 127 poços em Campo do Brito, com profundidade média de 54,1 m (mediana de 60 m, variando de 7 m a 80 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 100% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Campo do Brito é 7,8 m mais raso que a média de Sergipe (61,9 m).
Números do cadastro em Campo do Brito
| Poços no cadastro nacional | 127 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 54,1 m 101 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 60 m |
| Faixa de profundidade | 7 m a 80 m |
| Nível estático médio | 8,9 m 61 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 37,3 m 63 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,2 m³/h por metro 31 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Corpo Cristalino 100% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 70 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1980 48 poços |
| Poços com teste de vazão | 127 de 127 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 90 poços
Formações geológicas atravessadas
- Corpo Cristalino — 3 poços
O território e o subsolo de Campo do Brito
Campo do Brito tem 18.149 habitantes distribuídos em 201,5 km², o que dá 90,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itabaiana.
No Censo 2022, 1.111 dos 6.792 domicílios de Campo do Brito — 16,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 628 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 970 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
Sergipe divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas, na faixa costeira, e o cristalino, no interior. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Marituba, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso produtivo perto do litoral; fissural e sujeito a salinidade no sertão.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Campo do Brito
Com base em 2.260 poços cadastrados num raio de 30 km de Campo do Brito - SE, 80% deles foram concluídos entre 42 m e 72 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 3,5 m³/h (metade dos poços entre 1,3 m³/h e 8,0 m³/h), sobre 472 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (71% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Campo do Brito se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.260 poços no raio, contra 127 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 472 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Campo do Brito: 43/100
Confiança: amostra alta2.260 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 20peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 100peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 26peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 17peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Campo do Brito costumam descer
- até 50 m 22%364
- 50 a 100 m 77%1.248
- 100 a 150 m 1%10
- acima de 150 m 0%2
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Grupo Barreiras | 6,8 m³/h | 60 m | 457 com teste |
| Formação Lagarto | 6,0 m³/h | 60 m | 224 com teste |
| Formação Frei Paulo | 2,2 m³/h | 60 m | 206 com teste |
| Corpo Cristalino | sem teste | 53 m | 19 |
| Coberturas Sedimentares Indiferenciadas | sem teste | 60 m | 15 |
| Formação Olhos Dagua | 1,3 m³/h | 64 m | 81 com teste |
| Formação Ribeirópolis | 9,4 m³/h | 75 m | 88 com teste |
| Complexo Gnáissico-Migmatítico | sem teste | 60 m | 7 |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m47 poços Grupo Barreiras 15 · Corpo Cristalino 9 · Formação Lagarto 6
- 50 a 100 m110 poços Grupo Barreiras 27 · Formação Frei Paulo 15 · Formação Lagarto 14
- 100 a 150 m4 poços Formação Lagarto 2 · Grupo Barreiras 2
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Campo do Brito?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Campo do Brito.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Campo do Brito
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.