Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Urussanga - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Urussanga, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 26poços cadastrados
  • 140 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 16,5 mnível estático médio

Como são os poços em Urussanga - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 26 poços em Urussanga - SC. A profundidade média é de 140 m e a mediana, 150 m, medida em 24 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 388 dos 7.765 domicílios do município — 5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
26
Profundidade média
140 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
16,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
17,7 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
20.919 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
388 (5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 26 poços em Urussanga, com profundidade média de 140 m (mediana de 150 m, variando de 15 m a 230 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Urussanga é 17,7 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Urussanga

Poços cadastrados em Urussanga - SC
Poços no cadastro nacional26 poços
Profundidade média140 m 24 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade15 m a 230 m
Nível estático médio16,5 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio62,7 m 15 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 62% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 47% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 12 poços
Poços com teste de vazão26 de 26
Distribuição das profundidades em Urussanga 15 m mínimo 150 m mediana 230 m máximo
Metade dos poços fica entre 119 m e 181 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Urussanga por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 13% 50-100 m 2 · 8% 100-150 m 9 · 38% 150-200 m 7 · 29% acima de 200 m 3 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Urussanga 2 1970 4 1980 4 1990 12 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Urussanga. Valores em poços. Abastecimento industrial 11 · 50% Sem uso 4 · 18% Abastecimento doméstico 3 · 14% Abastecimento urbano 2 · 9% Irrigação 1 · 5% Outros (lazer,etc.) 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços
  • Poroso — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 7 poços
  • Formação Rio do Sul — 3 poços
  • Formação Rio Bonito — 3 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Urussanga

Urussanga tem 20.919 habitantes distribuídos em 255,0 km², o que dá 82,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Criciúma.

No Censo 2022, 388 dos 7.765 domicílios de Urussanga — 5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 318 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 879 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Urussanga, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Urussanga

Com base em 343 poços cadastrados num raio de 30 km de Urussanga - SC, 80% deles foram concluídos entre 35 m e 187 m, com profundidade mediana de 104 m. A vazão mediana calculada é de 9,9 m³/h (metade dos poços entre 4,3 m³/h e 16,0 m³/h), sobre 128 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (74% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Urussanga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 343 poços no raio, contra 26 poços dentro do município.

104 mprofundidade mediana
9,9 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
12,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 128 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Urussanga: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta343 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 73peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 61peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 20peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 37peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 69peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Urussanga costumam descer

  • até 50 m 22%72
  • 50 a 100 m 25%82
  • 100 a 150 m 36%119
  • acima de 150 m 17%56

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Rio Bonito 10,3 m³/h 110 m 15048 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 9,3 m³/h 132 m 4324 com teste
Formação Irati 7,0 m³/h 77 m 97 com teste
Formação Palermo 11,2 m³/h 80 m 94 com teste
Formação Rio do Sul 4,0 m³/h 84 m 72 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 12,3 m³/h 78 m 51 com teste
Formação Serra Geral 2,7 m³/h 200 m 51 com teste
Grupo Itararé 5,5 m³/h 55 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m53 poços Formação Rio Bonito 37 · Formação Irati 3 · Complexo Granito-Gnáissico 3
  • 50 a 100 m63 poços Formação Rio Bonito 32 · Complexo Granito-Gnáissico 11 · Formação Irati 5
  • 100 a 150 m83 poços Formação Rio Bonito 63 · Complexo Granito-Gnáissico 13 · Formação Palermo 3
  • acima de 150 m39 poços Formação Rio Bonito 17 · Complexo Granito-Gnáissico 16 · Formação Serra Geral 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Urussanga?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Urussanga.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.