Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rio do Sul - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio do Sul, Santa Catarina.

  • aquífero poroso
  • formação rio do sul
  • 30poços cadastrados
  • 145,8 mprofundidade média
  • 124 mprofundidade mediana
  • 15,6 mnível estático médio

Como são os poços em Rio do Sul - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 30 poços em Rio do Sul - SC. A profundidade média é de 145,8 m e a mediana, 124 m, medida em 30 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Rio do Sul. No Censo 2022, 827 dos 27.416 domicílios do município — 3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
30
Profundidade média
145,8 m
Profundidade mediana
124 m
Nível estático médio
15,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Rio do Sul
Ante a média do estado
23,5 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
72.587 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
827 (3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 30 poços em Rio do Sul, com profundidade média de 145,8 m (mediana de 124 m, variando de 63 m a 680 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Rio do Sul, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rio do Sul é 23,5 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Rio do Sul

Poços cadastrados em Rio do Sul - SC
Poços no cadastro nacional30 poços
Profundidade média145,8 m 30 poços com o dado
Profundidade mediana124 m
Faixa de profundidade63 m a 680 m
Nível estático médio15,6 m 28 poços com o dado
Nível dinâmico médio64,4 m 21 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 21 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 90% dos registros
Rocha predominanteFormação Rio do Sul 67% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 23 poços
Poços com teste de vazão30 de 30
Distribuição das profundidades em Rio do Sul 63 m mínimo 124 m mediana 680 m máximo
Metade dos poços fica entre 82 m e 154 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rio do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 10 · 33% 100-150 m 11 · 37% 150-200 m 7 · 23% acima de 200 m 2 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rio do Sul 6 1990 23 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rio do Sul. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 12 · 52% Abastecimento múltiplo 4 · 17% Abastecimento doméstico 3 · 13% Abastecimento doméstico/animal 2 · 9% Abastecimento urbano 1 · 4% Abastecimento industrial 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 27 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Rio do Sul — 29 poços
  • Formação Rio Bonito — 6 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 4 poços
  • Formação Serra Geral — 3 poços
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Rio do Sul

Rio do Sul tem 72.587 habitantes distribuídos em 260,8 km², o que dá 278,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Rio do Sul, na região intermediária de Blumenau.

No Censo 2022, 827 dos 27.416 domicílios de Rio do Sul — 3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 405 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.586 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Rio do Sul, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rio do Sul

Com base em 114 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio do Sul - SC, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 168 m, com profundidade mediana de 112 m. A vazão mediana calculada é de 4,8 m³/h (metade dos poços entre 2,3 m³/h e 11,1 m³/h), sobre 71 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (77% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 114 poços no raio, contra 30 poços dentro do município.

112 mprofundidade mediana
4,8 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
4,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 71 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rio do Sul: 27/100

27 de 100

Confiança: amostra alta114 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 29peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 30peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 23peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 30peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 20peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rio do Sul costumam descer

  • até 50 m 6%7
  • 50 a 100 m 34%38
  • 100 a 150 m 41%46
  • acima de 150 m 19%21

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Rio Bonito 5,4 m³/h 120 m 3122 com teste
Formação Rio do Sul 4,7 m³/h 122 m 2818 com teste
Grupo Itararé 4,8 m³/h 102 m 2420 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 3,3 m³/h 78 m 146 com teste
Formação Serra Geral 4,8 m³/h 115 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Grupo Itararé 5 · Complexo Granito-Gnáissico 2
  • 50 a 100 m33 poços Formação Rio Bonito 10 · Formação Rio do Sul 9 · Grupo Itararé 6
  • 100 a 150 m42 poços Formação Rio Bonito 17 · Formação Rio do Sul 11 · Grupo Itararé 9
  • acima de 150 m20 poços Formação Rio do Sul 8 · Formação Rio Bonito 4 · Grupo Itararé 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rio do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rio do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.