Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Palmeira - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Palmeira, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 5poços cadastrados
  • 224,8 mprofundidade média
  • 256 mprofundidade mediana
  • 30,4 mnível estático médio

Como são os poços em Palmeira - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Palmeira - SC. A profundidade média é de 224,8 m e a mediana, 256 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 30,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 318 dos 960 domicílios do município — 33,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
224,8 m
Profundidade mediana
256 m
Nível estático médio
30,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
102,5 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
2.561 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
318 (33,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Palmeira, com profundidade média de 224,8 m (mediana de 256 m, variando de 150 m a 298 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 67% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Palmeira é 102,5 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Palmeira

Poços cadastrados em Palmeira - SC
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média224,8 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana256 m
Faixa de profundidade150 m a 298 m
Nível estático médio30,4 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio126,2 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 60% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 4 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Palmeira 150 m mínimo 256 m mediana 298 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 270 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Palmeira por faixa de profundidade. Valores em poços. 100-150 m 2 · 40% acima de 200 m 3 · 60%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Palmeira 4 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Palmeira. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 3 · 60% Abastecimento urbano 1 · 20% Abastecimento industrial 1 · 20%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Formação Palermo — 1 poço
  • Formação Rio Bonito — 1 poço

O território e o subsolo de Palmeira

Palmeira tem 2.561 habitantes distribuídos em 289,1 km², o que dá 8,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lages.

No Censo 2022, 318 dos 960 domicílios de Palmeira — 33,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 138 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 459 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Palmeira

Com base em 81 poços cadastrados num raio de 30 km de Palmeira - SC, 80% deles foram concluídos entre 82 m e 204 m, com profundidade mediana de 108 m. A vazão mediana calculada é de 4,6 m³/h (metade dos poços entre 2,3 m³/h e 10,1 m³/h), sobre 54 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (80% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Palmeira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 81 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

108 mprofundidade mediana
4,6 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
2,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 54 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Palmeira: 27/100

27 de 100

Confiança: amostra alta81 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 28peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 22peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 28peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 34peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 27peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Palmeira costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 41%33
  • 100 a 150 m 31%25
  • acima de 150 m 28%23

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Rio do Rastro 4,5 m³/h 115 m 4129 com teste
Formação Serra Geral 4,0 m³/h 150 m 1614 com teste
Grupo Passa Dois 3,5 m³/h 175 m 44 com teste
Grupo Itararé sem teste 105 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m23 poços Subgrupo Rio do Rastro 14 · Formação Serra Geral 5 · Grupo Passa Dois 1
  • 100 a 150 m25 poços Subgrupo Rio do Rastro 15 · Formação Serra Geral 5 · Grupo Itararé 2
  • acima de 150 m21 poços Subgrupo Rio do Rastro 12 · Formação Serra Geral 6 · Grupo Passa Dois 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Palmeira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Palmeira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.