Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ouro - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ouro, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 55poços cadastrados
  • 133,9 mprofundidade média
  • 118 mprofundidade mediana
  • 10,4 mnível estático médio

Como são os poços em Ouro - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 55 poços em Ouro - SC. A profundidade média é de 133,9 m e a mediana, 118 m, medida em 53 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 526 dos 2.657 domicílios do município — 19,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
55
Profundidade média
133,9 m
Profundidade mediana
118 m
Nível estático médio
10,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
11,6 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
7.032 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
526 (19,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 55 poços em Ouro, com profundidade média de 133,9 m (mediana de 118 m, variando de 42 m a 516 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 98% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ouro é 11,6 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Ouro

Poços cadastrados em Ouro - SC
Poços no cadastro nacional55 poços
Profundidade média133,9 m 53 poços com o dado
Profundidade mediana118 m
Faixa de profundidade42 m a 516 m
Nível estático médio10,4 m 37 poços com o dado
Nível dinâmico médio74,9 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 98% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 98% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 16 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 26 poços
Poços com teste de vazão55 de 55
Distribuição das profundidades em Ouro 42 m mínimo 118 m mediana 516 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ouro por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 2% 50-100 m 17 · 32% 100-150 m 23 · 43% 150-200 m 9 · 17% acima de 200 m 3 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ouro 1 1980 26 1990 23 2000 1 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ouro. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 16 · 55% Abastecimento doméstico/animal 5 · 17% Abastecimento doméstico 4 · 14% Pecuária 2 · 7% Abastecimento urbano 1 · 3% Outros (lazer,etc.) 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 49 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 50 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de Ouro

Ouro tem 7.032 habitantes distribuídos em 213,5 km², o que dá 32,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Joaçaba - Herval d'Oeste, na região intermediária de Chapecó.

No Censo 2022, 526 dos 2.657 domicílios de Ouro — 19,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 512 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 635 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ouro

Com base em 833 poços cadastrados num raio de 30 km de Ouro - SC, 80% deles foram concluídos entre 68 m e 162 m, com profundidade mediana de 107 m. A vazão mediana calculada é de 9,9 m³/h (metade dos poços entre 4,6 m³/h e 17,7 m³/h), sobre 181 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ouro se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 833 poços no raio, contra 55 poços dentro do município.

107 mprofundidade mediana
9,9 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
29,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 181 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ouro: 67/100

67 de 100

Confiança: amostra alta833 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 73peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 86peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 34peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 56peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ouro costumam descer

  • até 50 m 2%16
  • 50 a 100 m 40%327
  • 100 a 150 m 43%357
  • acima de 150 m 15%124

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m15 poços Formação Serra Geral 15
  • 50 a 100 m286 poços Formação Serra Geral 285 · Eluvião 1
  • 100 a 150 m340 poços Formação Serra Geral 340
  • acima de 150 m114 poços Formação Serra Geral 114

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ouro?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ouro.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.