Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Lages - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lages, Santa Catarina.

  • aquífero poroso
  • subgrupo rio do rastro
  • 95poços cadastrados
  • 138 mprofundidade média
  • 124 mprofundidade mediana
  • 25,9 mnível estático médio

Como são os poços em Lages - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 95 poços em Lages - SC. A profundidade média é de 138 m e a mediana, 124 m, medida em 94 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Rio do Rastro. No Censo 2022, 948 dos 59.935 domicílios do município — 1,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
95
Profundidade média
138 m
Profundidade mediana
124 m
Nível estático médio
25,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Subgrupo Rio do Rastro
Ante a média do estado
15,7 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
164.981 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
948 (1,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 95 poços em Lages, com profundidade média de 138 m (mediana de 124 m, variando de 36 m a 702 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Rio do Rastro, presente em 53% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Lages é 15,7 m mais fundo que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Lages

Poços cadastrados em Lages - SC
Poços no cadastro nacional95 poços
Profundidade média138 m 94 poços com o dado
Profundidade mediana124 m
Faixa de profundidade36 m a 702 m
Nível estático médio25,9 m 77 poços com o dado
Nível dinâmico médio82,2 m 68 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 67 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 77% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Rio do Rastro 53% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 45 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 57 poços
Poços com teste de vazão95 de 95
Distribuição das profundidades em Lages 36 m mínimo 124 m mediana 702 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 154 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Lages por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 1% 50-100 m 34 · 36% 100-150 m 35 · 37% 150-200 m 15 · 16% acima de 200 m 9 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Lages 2 1960 1 1970 6 1980 15 1990 57 2000 9 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Lages. Valores em poços. Abastecimento doméstico 45 · 49% Abastecimento industrial 22 · 24% Abastecimento múltiplo 15 · 16% Outros (lazer,etc.) 6 · 7% Pecuária 2 · 2% Abastecimento urbano 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 63 poços
  • Fissural — 19 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Rio do Rastro — 50 poços
  • Formação Serra Geral — 26 poços
  • Formação Botucatu — 9 poços
  • Grupo Passa Dois — 4 poços
  • Formação Serra Alta — 3 poços
  • Formação Teresina — 2 poços

O território e o subsolo de Lages

Lages tem 164.981 habitantes distribuídos em 2.637,7 km², o que dá 62,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lages.

No Censo 2022, 948 dos 59.935 domicílios de Lages — 1,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 779 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.548 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Lages, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Lages

Com base em 130 poços cadastrados num raio de 30 km de Lages - SC, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 214 m, com profundidade mediana de 123 m. A vazão mediana calculada é de 4,8 m³/h (metade dos poços entre 2,7 m³/h e 8,1 m³/h), sobre 84 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lages se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 130 poços no raio, contra 95 poços dentro do município.

123 mprofundidade mediana
4,8 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
4,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 84 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Lages: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra alta130 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 29peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 33peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 32peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 18peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 73peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Lages costumam descer

  • até 50 m 2%2
  • 50 a 100 m 38%48
  • 100 a 150 m 35%44
  • acima de 150 m 26%33

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Rio do Rastro 4,1 m³/h 112 m 6149 com teste
Formação Serra Geral 6,0 m³/h 150 m 3624 com teste
Grupo Passa Dois 3,5 m³/h 175 m 44 com teste
Formação Botucatu 10,5 m³/h 136 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m34 poços Subgrupo Rio do Rastro 24 · Formação Serra Geral 7 · Grupo Passa Dois 1
  • 100 a 150 m43 poços Subgrupo Rio do Rastro 26 · Formação Serra Geral 14 · Formação Serra Alta 1
  • acima de 150 m28 poços Formação Serra Geral 14 · Subgrupo Rio do Rastro 10 · Grupo Passa Dois 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Lages?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lages.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.