Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guaramirim - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guaramirim, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 12poços cadastrados
  • 102,8 mprofundidade média
  • 110 mprofundidade mediana
  • 4,2 mnível estático médio

Como são os poços em Guaramirim - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em Guaramirim - SC. A profundidade média é de 102,8 m e a mediana, 110 m, medida em 12 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 2.998 dos 16.304 domicílios do município — 18,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
102,8 m
Profundidade mediana
110 m
Nível estático médio
4,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
19,5 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
46.711 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.998 (18,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em Guaramirim, com profundidade média de 102,8 m (mediana de 110 m, variando de 12 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Guaramirim é 19,5 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Guaramirim

Poços cadastrados em Guaramirim - SC
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média102,8 m 12 poços com o dado
Profundidade mediana110 m
Faixa de profundidade12 m a 250 m
Nível estático médio4,2 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,7 m 8 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 92% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 7 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em Guaramirim 12 m mínimo 110 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 72 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guaramirim por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 17% 50-100 m 3 · 25% 100-150 m 5 · 42% 150-200 m 1 · 8% acima de 200 m 1 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Guaramirim 1 1970 7 1990 3 2000 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guaramirim. Valores em poços. Abastecimento doméstico 4 · 40% Abastecimento urbano 3 · 30% Outros (lazer,etc.) 1 · 10% Abastecimento múltiplo 1 · 10% Abastecimento industrial 1 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 11 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 8 poços
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 2 poços
  • Quaternário — 1 poço
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Guaramirim

Guaramirim tem 46.711 habitantes distribuídos em 267,5 km², o que dá 174,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Joinville.

No Censo 2022, 2.998 dos 16.304 domicílios de Guaramirim — 18,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.642 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.050 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guaramirim

Com base em 376 poços cadastrados num raio de 30 km de Guaramirim - SC, 80% deles foram concluídos entre 13 m e 192 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 5,7 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 9,8 m³/h), sobre 160 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guaramirim se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 376 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
5,7 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
13,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 160 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guaramirim: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta376 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 36peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 63peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 30peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 74peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guaramirim costumam descer

  • até 50 m 37%135
  • 50 a 100 m 23%85
  • 100 a 150 m 24%88
  • acima de 150 m 16%57

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Aluviões 5,2 m³/h 73 m 11861 com teste
Coluvião 6,9 m³/h 42 m 10142 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 5,2 m³/h 100 m 8338 com teste
Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 13,4 m³/h 103 m 118 com teste
Depósitos Alúvio-Coluvionares 8,8 m³/h 28 m 52 com teste
Eluvião 4,1 m³/h 184 m 43 com teste
Complexo Gnáissico-Migmatítico 3,3 m³/h 180 m 32 com teste
Depósitos Flúvio-Marinhos sem teste 5 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m133 poços Coluvião 55 · Aluviões 52 · Complexo Granito-Gnáissico 15
  • 50 a 100 m70 poços Complexo Granito-Gnáissico 29 · Aluviões 19 · Coluvião 19
  • 100 a 150 m78 poços Complexo Granito-Gnáissico 28 · Aluviões 23 · Coluvião 16
  • acima de 150 m52 poços Aluviões 24 · Complexo Granito-Gnáissico 11 · Coluvião 11

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guaramirim?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guaramirim.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.