Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Galvão - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Galvão, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 36poços cadastrados
  • 117,4 mprofundidade média
  • 110 mprofundidade mediana
  • 16,4 mnível estático médio

Como são os poços em Galvão - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 36 poços em Galvão - SC. A profundidade média é de 117,4 m e a mediana, 110 m, medida em 36 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 209 dos 1.155 domicílios do município — 18,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
36
Profundidade média
117,4 m
Profundidade mediana
110 m
Nível estático médio
16,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
4,9 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
3.210 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
209 (18,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 36 poços em Galvão, com profundidade média de 117,4 m (mediana de 110 m, variando de 75 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Galvão é 4,9 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Galvão

Poços cadastrados em Galvão - SC
Poços no cadastro nacional36 poços
Profundidade média117,4 m 36 poços com o dado
Profundidade mediana110 m
Faixa de profundidade75 m a 300 m
Nível estático médio16,4 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio59,7 m 10 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 17 poços
Poços com teste de vazão36 de 36
Distribuição das profundidades em Galvão 75 m mínimo 110 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 96 m e 129 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Galvão por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 14 · 39% 100-150 m 20 · 56% 150-200 m 1 · 3% acima de 200 m 1 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Galvão 4 1970 10 1980 17 1990 3 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Galvão. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 8 · 40% Abastecimento doméstico 7 · 35% Outros (lazer,etc.) 2 · 10% Abastecimento industrial 2 · 10% Pecuária 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 34 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 34 poços

O território e o subsolo de Galvão

Galvão tem 3.210 habitantes distribuídos em 139,8 km², o que dá 23,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Lourenço do Oeste, na região intermediária de Chapecó.

No Censo 2022, 209 dos 1.155 domicílios de Galvão — 18,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 130 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 157 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Galvão

Com base em 403 poços cadastrados num raio de 30 km de Galvão - SC, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 200 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 7,7 m³/h (metade dos poços entre 3,9 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 115 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 14 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (88% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Galvão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 403 poços no raio, contra 36 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
7,7 m³/hvazão mediana calculada
14 mnível estático mediano
14,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 115 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Galvão: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta403 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 65peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 79peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Galvão costumam descer

  • até 50 m 1%5
  • 50 a 100 m 32%113
  • 100 a 150 m 38%135
  • acima de 150 m 29%105

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 8,5 m³/h 123 m 29884 com teste
Grupo Itararé sem teste 94 m 7

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Formação Serra Geral 5
  • 50 a 100 m81 poços Formação Serra Geral 78 · Grupo Itararé 3
  • 100 a 150 m124 poços Formação Serra Geral 123 · Grupo Itararé 1
  • acima de 150 m84 poços Formação Serra Geral 84

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Galvão?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Galvão.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.