Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Água Doce - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Água Doce, Santa Catarina.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 80poços cadastrados
  • 113,4 mprofundidade média
  • 106 mprofundidade mediana
  • 15,7 mnível estático médio

Como são os poços em Água Doce - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 80 poços em Água Doce - SC. A profundidade média é de 113,4 m e a mediana, 106 m, medida em 79 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 545 dos 2.430 domicílios do município — 22,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
80
Profundidade média
113,4 m
Profundidade mediana
106 m
Nível estático médio
15,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
8,9 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
6.508 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
545 (22,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 80 poços em Água Doce, com profundidade média de 113,4 m (mediana de 106 m, variando de 44 m a 186 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Água Doce é 8,9 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Água Doce

Poços cadastrados em Água Doce - SC
Poços no cadastro nacional80 poços
Profundidade média113,4 m 79 poços com o dado
Profundidade mediana106 m
Faixa de profundidade44 m a 186 m
Nível estático médio15,7 m 30 poços com o dado
Nível dinâmico médio57,8 m 29 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 27 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 38 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 39 poços
Poços com teste de vazão80 de 80
Distribuição das profundidades em Água Doce 44 m mínimo 106 m mediana 186 m máximo
Metade dos poços fica entre 92 m e 138 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Água Doce por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 1% 50-100 m 30 · 38% 100-150 m 40 · 51% 150-200 m 8 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Água Doce 1 1970 3 1980 31 1990 39 2000 1 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Água Doce. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 38 · 59% Sem uso 13 · 20% Abastecimento doméstico 4 · 6% Pecuária 4 · 6% Abastecimento urbano 3 · 5% Outros (lazer,etc.) 2 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 74 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 74 poços

O território e o subsolo de Água Doce

Água Doce tem 6.508 habitantes distribuídos em 1.319,1 km², o que dá 4,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Joaçaba - Herval d'Oeste, na região intermediária de Chapecó.

No Censo 2022, 545 dos 2.430 domicílios de Água Doce — 22,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 387 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 982 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Água Doce

Com base em 374 poços cadastrados num raio de 30 km de Água Doce - SC, 80% deles foram concluídos entre 68 m e 161 m, com profundidade mediana de 106 m. A vazão mediana calculada é de 8,7 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 14,0 m³/h), sobre 91 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Água Doce se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 374 poços no raio, contra 80 poços dentro do município.

106 mprofundidade mediana
8,7 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
13,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 91 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Água Doce: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta374 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 64peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 63peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 35peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 67peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Água Doce costumam descer

  • até 50 m 3%10
  • 50 a 100 m 43%156
  • 100 a 150 m 41%149
  • acima de 150 m 14%51

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Formação Serra Geral 9
  • 50 a 100 m128 poços Formação Serra Geral 128
  • 100 a 150 m144 poços Formação Serra Geral 144
  • acima de 150 m48 poços Formação Serra Geral 48

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Água Doce?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Água Doce.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.