Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Xangri-lá - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Xangri-lá, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • depósitos litorâneos
  • 18poços cadastrados
  • 22,7 mprofundidade média
  • 20 mprofundidade mediana
  • 1,6 mnível estático médio

Como são os poços em Xangri-lá - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Xangri-lá - RS. A profundidade média é de 22,7 m e a mediana, 20 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 1,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Depósitos Litorâneos. No Censo 2022, 316 dos 5.802 domicílios do município — 5,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
18
Profundidade média
22,7 m
Profundidade mediana
20 m
Nível estático médio
1,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Depósitos Litorâneos
Ante a média do estado
92,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
16.463 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
316 (5,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Xangri-lá, com profundidade média de 22,7 m (mediana de 20 m, variando de 6 m a 83 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Depósitos Litorâneos, presente em 44% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Xangri-lá é 92,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Xangri-lá

Poços cadastrados em Xangri-lá - RS
Poços no cadastro nacional18 poços
Profundidade média22,7 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana20 m
Faixa de profundidade6 m a 83 m
Nível estático médio1,6 m 14 poços com o dado
Nível dinâmico médio12,6 m 12 poços com o dado
Vazão específica média5 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteDepósitos Litorâneos 44% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 9 poços
Poços com teste de vazão18 de 18
Distribuição das profundidades em Xangri-lá 6 m mínimo 20 m mediana 83 m máximo
Metade dos poços fica entre 13,5 m e 29 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Xangri-lá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 17 · 94% 50-100 m 1 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Xangri-lá 1 1970 9 1980 3 2000 4 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Xangri-lá. Valores em poços. Abastecimento urbano 9 · 56% Irrigação 4 · 25% Outros (lazer,etc.) 3 · 19%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 16 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Depósitos Litorâneos — 7 poços
  • Depósitos Eólicos Litorâneos — 6 poços
  • Dunas — 2 poços
  • Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros — 1 poço

O território e o subsolo de Xangri-lá

Xangri-lá tem 16.463 habitantes distribuídos em 60,8 km², o que dá 271,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tramandaí - Osório, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 316 dos 5.802 domicílios de Xangri-lá — 5,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 308 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 200 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Xangri-lá, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Xangri-lá

Com base em 238 poços cadastrados num raio de 30 km de Xangri-lá - RS, 80% deles foram concluídos entre 15 m e 180 m, com profundidade mediana de 67 m. A vazão mediana calculada é de 11,5 m³/h (metade dos poços entre 4,1 m³/h e 25,5 m³/h), sobre 128 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (76% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Xangri-lá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 238 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.

67 mprofundidade mediana
11,5 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
8,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 128 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Xangri-lá: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta238 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 82peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 50peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 64peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 19peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Xangri-lá costumam descer

  • até 50 m 40%94
  • 50 a 100 m 32%75
  • 100 a 150 m 14%32
  • acima de 150 m 15%35

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Depósitos Litorâneos 9,0 m³/h 28 m 6831 com teste
Formação Serra Geral 9,1 m³/h 112 m 5746 com teste
Depósitos Flúvio-Marinhos 6,5 m³/h 85 m 2211 com teste
Depósitos Eólicos Litorâneos 37,9 m³/h 20 m 188 com teste
Quaternário 67,7 m³/h 93 m 136 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 50,4 m³/h 96 m 106 com teste
Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 980,0 m³/h 65 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m78 poços Depósitos Litorâneos 48 · Depósitos Eólicos Litorâneos 14 · Formação Serra Geral 5
  • 50 a 100 m66 poços Formação Serra Geral 23 · Depósitos Flúvio-Marinhos 14 · Depósitos Litorâneos 11
  • 100 a 150 m25 poços Formação Serra Geral 8 · Depósitos Litorâneos 5 · Quaternário 4
  • acima de 150 m29 poços Formação Serra Geral 21 · Depósitos Litorâneos 4 · Depósitos Flúvio-Lagunares 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Xangri-lá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Xangri-lá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.