Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tuparendi - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tuparendi, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 29poços cadastrados
  • 134,2 mprofundidade média
  • 115 mprofundidade mediana
  • 58,1 mnível estático médio

Como são os poços em Tuparendi - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 29 poços em Tuparendi - RS. A profundidade média é de 134,2 m e a mediana, 115 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 58,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 486 dos 3.367 domicílios do município — 14,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
29
Profundidade média
134,2 m
Profundidade mediana
115 m
Nível estático médio
58,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
19,3 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
8.363 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
486 (14,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 29 poços em Tuparendi, com profundidade média de 134,2 m (mediana de 115 m, variando de 72 m a 270 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 97% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tuparendi é 19,3 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Tuparendi

Poços cadastrados em Tuparendi - RS
Poços no cadastro nacional29 poços
Profundidade média134,2 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana115 m
Faixa de profundidade72 m a 270 m
Nível estático médio58,1 m 24 poços com o dado
Nível dinâmico médio79,2 m 23 poços com o dado
Vazão específica média11,2 m³/h por metro 22 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 97% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 12 poços
Poços com teste de vazão29 de 29
Distribuição das profundidades em Tuparendi 72 m mínimo 115 m mediana 270 m máximo
Metade dos poços fica entre 96 m e 168 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tuparendi por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 9 · 31% 100-150 m 12 · 41% 150-200 m 5 · 17% acima de 200 m 3 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tuparendi 1 1960 2 1970 4 1980 12 1990 5 2000 3 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tuparendi. Valores em poços. Abastecimento urbano 11 · 73% Sem uso 2 · 13% Abastecimento industrial 2 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 28 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 28 poços
  • Eluvião — 1 poço

O território e o subsolo de Tuparendi

Tuparendi tem 8.363 habitantes distribuídos em 307,7 km², o que dá 27,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Rosa, na região intermediária de Ijuí.

No Censo 2022, 486 dos 3.367 domicílios de Tuparendi — 14,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 465 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 323 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tuparendi

Com base em 267 poços cadastrados num raio de 30 km de Tuparendi - RS, 80% deles foram concluídos entre 66 m e 229 m, com profundidade mediana de 136 m. A vazão mediana calculada é de 9,6 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 17,2 m³/h), sobre 186 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 30 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tuparendi se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 267 poços no raio, contra 29 poços dentro do município.

136 mprofundidade mediana
9,6 m³/hvazão mediana calculada
30 mnível estático mediano
9,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 186 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tuparendi: 59/100

59 de 100

Confiança: amostra alta267 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 71peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 53peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 12peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tuparendi costumam descer

  • até 50 m 5%14
  • 50 a 100 m 21%55
  • 100 a 150 m 34%91
  • acima de 150 m 40%107

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m13 poços Formação Serra Geral 13
  • 50 a 100 m51 poços Formação Serra Geral 51
  • 100 a 150 m81 poços Formação Serra Geral 81
  • acima de 150 m98 poços Formação Serra Geral 96 · Eluvião 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tuparendi?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tuparendi.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.