Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Triunfo - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Triunfo, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • subgrupo rio do rastro
  • 43poços cadastrados
  • 135,9 mprofundidade média
  • 149 mprofundidade mediana
  • 16,8 mnível estático médio

Como são os poços em Triunfo - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 43 poços em Triunfo - RS. A profundidade média é de 135,9 m e a mediana, 149 m, medida em 43 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Rio do Rastro. No Censo 2022, 4.486 dos 10.566 domicílios do município — 42,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
43
Profundidade média
135,9 m
Profundidade mediana
149 m
Nível estático médio
16,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Subgrupo Rio do Rastro
Ante a média do estado
21 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
27.498 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.486 (42,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 43 poços em Triunfo, com profundidade média de 135,9 m (mediana de 149 m, variando de 4,3 m a 286 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Rio do Rastro, presente em 32% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Triunfo é 21 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Triunfo

Poços cadastrados em Triunfo - RS
Poços no cadastro nacional43 poços
Profundidade média135,9 m 43 poços com o dado
Profundidade mediana149 m
Faixa de profundidade4,3 m a 286 m
Nível estático médio16,8 m 28 poços com o dado
Nível dinâmico médio92,9 m 28 poços com o dado
Vazão específica média8,9 m³/h por metro 28 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 90% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Rio do Rastro 32% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 13 poços
Poços com teste de vazão43 de 43
Distribuição das profundidades em Triunfo 4,3 m mínimo 149 m mediana 286 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 174 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Triunfo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 14% 50-100 m 11 · 26% 100-150 m 10 · 23% 150-200 m 10 · 23% acima de 200 m 6 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Triunfo 5 1980 9 1990 11 2000 13 2010 5 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Triunfo. Valores em poços. Abastecimento doméstico 6 · 46% Abastecimento doméstico/animal 2 · 15% Abastecimento industrial 2 · 15% Outros (lazer,etc.) 1 · 8% Abastecimento múltiplo 1 · 8% Abastecimento urbano 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 26 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Rio do Rastro — 10 poços
  • Formação Piramboia — 9 poços
  • Formação Botucatu — 4 poços
  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Aluviões — 2 poços
  • Formação Rosário do Sul — 2 poços

O território e o subsolo de Triunfo

Triunfo tem 27.498 habitantes distribuídos em 817,6 km², o que dá 33,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Charqueadas - Triunfo - São Jerônimo, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 4.486 dos 10.566 domicílios de Triunfo — 42,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 4.264 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.871 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Triunfo

Com base em 319 poços cadastrados num raio de 30 km de Triunfo - RS, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 200 m, com profundidade mediana de 114 m. A vazão mediana calculada é de 3,9 m³/h (metade dos poços entre 2,1 m³/h e 6,7 m³/h), sobre 246 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Triunfo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 319 poços no raio, contra 43 poços dentro do município.

114 mprofundidade mediana
3,9 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
11,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 246 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Triunfo: 38/100

38 de 100

Confiança: amostra alta319 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 58peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 36peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 29peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 69peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Triunfo costumam descer

  • até 50 m 8%26
  • 50 a 100 m 33%104
  • 100 a 150 m 34%108
  • acima de 150 m 25%80

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Rosário do Sul 3,4 m³/h 106 m 5447 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 3,5 m³/h 120 m 5243 com teste
Formação Serra Geral 7,1 m³/h 114 m 3928 com teste
Formação Piramboia 3,4 m³/h 129 m 3026 com teste
Formação Botucatu 5,4 m³/h 130 m 2718 com teste
Aluviões 1,9 m³/h 60 m 1110 com teste
Formação Irati 3,7 m³/h 142 m 1010 com teste
Formação Sanga do Cabral 5,9 m³/h 176 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m14 poços Formação Rosário do Sul 3 · Aluviões 3 · Subgrupo Rio do Rastro 3
  • 50 a 100 m77 poços Formação Rosário do Sul 18 · Subgrupo Rio do Rastro 17 · Formação Serra Geral 16
  • 100 a 150 m86 poços Formação Rosário do Sul 20 · Subgrupo Rio do Rastro 19 · Formação Serra Geral 13
  • acima de 150 m60 poços Formação Rosário do Sul 13 · Subgrupo Rio do Rastro 13 · Formação Serra Geral 8

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Triunfo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Triunfo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.