Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Três Coroas - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Três Coroas, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação botucatu
  • 36poços cadastrados
  • 115 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 26,5 mnível estático médio

Como são os poços em Três Coroas - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 36 poços em Três Coroas - RS. A profundidade média é de 115 m e a mediana, 100 m, medida em 36 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Botucatu. No Censo 2022, 2.733 dos 9.275 domicílios do município — 29,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
36
Profundidade média
115 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
26,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Botucatu
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
24.425 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.733 (29,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 36 poços em Três Coroas, com profundidade média de 115 m (mediana de 100 m, variando de 31 m a 330 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Botucatu, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Três Coroas é praticamente igual à média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Três Coroas

Poços cadastrados em Três Coroas - RS
Poços no cadastro nacional36 poços
Profundidade média115 m 36 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade31 m a 330 m
Nível estático médio26,5 m 34 poços com o dado
Nível dinâmico médio74,5 m 19 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 83% dos registros
Rocha predominanteFormação Botucatu 47% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 19 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 24 poços
Poços com teste de vazão36 de 36
Distribuição das profundidades em Três Coroas 31 m mínimo 100 m mediana 330 m máximo
Metade dos poços fica entre 84 m e 122 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Três Coroas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 6% 50-100 m 17 · 47% 100-150 m 11 · 31% 150-200 m 4 · 11% acima de 200 m 2 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Três Coroas 1 1980 24 1990 10 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Três Coroas. Valores em poços. Abastecimento doméstico 19 · 70% Abastecimento industrial 6 · 22% Abastecimento múltiplo 1 · 4% Abastecimento doméstico/animal 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Botucatu — 8 poços
  • Formação Serra Geral — 7 poços
  • Formação Rosário do Sul — 2 poços

O território e o subsolo de Três Coroas

Três Coroas tem 24.425 habitantes distribuídos em 165,3 km², o que dá 147,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Taquara - Parobé - Igrejinha, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 2.733 dos 9.275 domicílios de Três Coroas — 29,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.509 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.360 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Três Coroas

Com base em 682 poços cadastrados num raio de 30 km de Três Coroas - RS, 80% deles foram concluídos entre 57 m e 213 m, com profundidade mediana de 115 m. A vazão mediana calculada é de 5,1 m³/h (metade dos poços entre 2,7 m³/h e 11,5 m³/h), sobre 310 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (56% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Três Coroas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 682 poços no raio, contra 36 poços dentro do município.

115 mprofundidade mediana
5,1 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
24,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 310 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Três Coroas: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta682 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 32peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 80peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 28peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 25peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Três Coroas costumam descer

  • até 50 m 7%47
  • 50 a 100 m 37%249
  • 100 a 150 m 27%181
  • acima de 150 m 30%200

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 4,6 m³/h 130 m 315166 com teste
Formação Botucatu 6,4 m³/h 76 m 20176 com teste
Coluvião 3,8 m³/h 120 m 127 com teste
Formação Rosário do Sul 3,1 m³/h 178 m 97 com teste
Formação Guará 3,9 m³/h 220 m 76 com teste
Formação Piramboia 11,9 m³/h 136 m 65 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 6,9 m³/h 260 m 44 com teste
Subgrupo Estrada Nova 3,0 m³/h 156 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m44 poços Formação Botucatu 33 · Formação Serra Geral 11
  • 50 a 100 m212 poços Formação Botucatu 105 · Formação Serra Geral 99 · Coluvião 5
  • 100 a 150 m133 poços Formação Serra Geral 94 · Formação Botucatu 31 · Coluvião 3
  • acima de 150 m172 poços Formação Serra Geral 111 · Formação Botucatu 32 · Formação Rosário do Sul 8

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Três Coroas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Três Coroas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.