Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Cruz do Sul - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação santa maria
  • 150poços cadastrados
  • 124,7 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 36,9 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Cruz do Sul - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 150 poços em Santa Cruz do Sul - RS. A profundidade média é de 124,7 m e a mediana, 120 m, medida em 117 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 36,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Santa Maria. No Censo 2022, 2.370 dos 53.650 domicílios do município — 4,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
150
Profundidade média
124,7 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
36,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Santa Maria
Ante a média do estado
9,8 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
133.230 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.370 (4,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 150 poços em Santa Cruz do Sul, com profundidade média de 124,7 m (mediana de 120 m, variando de 18 m a 282 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Santa Maria, presente em 35% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Cruz do Sul é 9,8 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Santa Cruz do Sul

Poços cadastrados em Santa Cruz do Sul - RS
Poços no cadastro nacional150 poços
Profundidade média124,7 m 117 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade18 m a 282 m
Nível estático médio36,9 m 77 poços com o dado
Nível dinâmico médio71,3 m 76 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 73 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 90% dos registros
Rocha predominanteFormação Santa Maria 35% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 47 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 41 poços
Poços com teste de vazão150 de 150
Distribuição das profundidades em Santa Cruz do Sul 18 m mínimo 120 m mediana 282 m máximo
Metade dos poços fica entre 92 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Cruz do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 5% 50-100 m 27 · 23% 100-150 m 55 · 47% 150-200 m 23 · 20% acima de 200 m 6 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Cruz do Sul 16 1980 41 1990 29 2000 28 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Cruz do Sul. Valores em poços. Abastecimento industrial 47 · 45% Abastecimento urbano 24 · 23% Abastecimento doméstico 17 · 16% Abastecimento múltiplo 13 · 12% Outros (lazer,etc.) 3 · 3% Sem uso 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 82 poços
  • Fissural — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Santa Maria — 40 poços
  • Formação Rosário do Sul — 32 poços
  • Formação Serra Geral — 25 poços
  • Formação Botucatu — 11 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 3 poços
  • Aluviões — 3 poços

O território e o subsolo de Santa Cruz do Sul

Santa Cruz do Sul tem 133.230 habitantes distribuídos em 733,9 km², o que dá 181,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Cruz do Sul, na região intermediária de Santa Cruz do Sul - Lajeado.

No Censo 2022, 2.370 dos 53.650 domicílios de Santa Cruz do Sul — 4,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.574 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.158 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Santa Cruz do Sul, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Cruz do Sul

Com base em 452 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Cruz do Sul - RS, 80% deles foram concluídos entre 53 m e 167 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 9,0 m³/h (metade dos poços entre 5,6 m³/h e 20,3 m³/h), sobre 207 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (88% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Cruz do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 452 poços no raio, contra 150 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
9,0 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
16,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 207 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Cruz do Sul: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta452 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 69peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 46peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 31peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Cruz do Sul costumam descer

  • até 50 m 8%33
  • 50 a 100 m 40%166
  • 100 a 150 m 38%160
  • acima de 150 m 14%59

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Santa Maria 14,1 m³/h 102 m 10175 com teste
Formação Rosário do Sul 9,0 m³/h 102 m 8757 com teste
Formação Serra Geral 7,0 m³/h 116 m 5827 com teste
Formação Sanga do Cabral 4,0 m³/h 122 m 204 com teste
Formação Botucatu 7,8 m³/h 163 m 85 com teste
Aluviões 13,1 m³/h 107 m 44 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 17,8 m³/h 132 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m23 poços Formação Rosário do Sul 9 · Formação Santa Maria 8 · Formação Serra Geral 4
  • 50 a 100 m103 poços Formação Santa Maria 41 · Formação Rosário do Sul 33 · Formação Serra Geral 18
  • 100 a 150 m108 poços Formação Santa Maria 42 · Formação Rosário do Sul 30 · Formação Serra Geral 20
  • acima de 150 m50 poços Formação Serra Geral 16 · Formação Rosário do Sul 15 · Formação Santa Maria 10

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Cruz do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Cruz do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.