Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Não-Me-Toque - RS: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Não-Me-Toque, Rio Grande do Sul.
- aquífero fissural
- formação serra geral
- 67poços cadastrados
- 106,5 mprofundidade média
- 95 mprofundidade mediana
- 23,8 mnível estático médio
Como são os poços em Não-Me-Toque - RS?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 67 poços em Não-Me-Toque - RS. A profundidade média é de 106,5 m e a mediana, 95 m, medida em 67 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 409 dos 6.974 domicílios do município — 5,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 67
- Profundidade média
- 106,5 m
- Profundidade mediana
- 95 m
- Nível estático médio
- 23,8 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Formação Serra Geral
- Ante a média do estado
- 8,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
- População (Censo 2022)
- 17.898 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 409 (5,9%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 67 poços em Não-Me-Toque, com profundidade média de 106,5 m (mediana de 95 m, variando de 6 m a 308 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 95% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Não-Me-Toque é 8,4 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).
Números do cadastro em Não-Me-Toque
| Poços no cadastro nacional | 67 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 106,5 m 67 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 95 m |
| Faixa de profundidade | 6 m a 308 m |
| Nível estático médio | 23,8 m 64 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 53,3 m 52 poços com o dado |
| Vazão específica média | 4 m³/h por metro 52 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Serra Geral 95% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 27 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1990 18 poços |
| Poços com teste de vazão | 67 de 67 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 63 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Serra Geral — 63 poços
- Eluvião — 3 poços
O território e o subsolo de Não-Me-Toque
Não-Me-Toque tem 17.898 habitantes distribuídos em 361,7 km², o que dá 49,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Carazinho, na região intermediária de Passo Fundo.
No Censo 2022, 409 dos 6.974 domicílios de Não-Me-Toque — 5,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 389 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 421 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Não-Me-Toque, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Não-Me-Toque
Com base em 420 poços cadastrados num raio de 30 km de Não-Me-Toque - RS, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 148 m, com profundidade mediana de 88 m. A vazão mediana calculada é de 12,0 m³/h (metade dos poços entre 6,2 m³/h e 22,1 m³/h), sobre 213 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Não-Me-Toque se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 420 poços no raio, contra 67 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 213 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Não-Me-Toque: 71/100
Confiança: amostra alta420 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 66peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 56peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Não-Me-Toque costumam descer
- até 50 m 9%36
- 50 a 100 m 57%225
- 100 a 150 m 26%102
- acima de 150 m 8%31
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Serra Geral | 12,2 m³/h | 87 m | 370195 com teste |
| Eluvião | 11,7 m³/h | 115 m | 44 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m36 poços Formação Serra Geral 36
- 50 a 100 m217 poços Formação Serra Geral 215 · Eluvião 2
- 100 a 150 m97 poços Formação Serra Geral 94 · Depósitos Alúvio-Coluvionares 1 · Formação Tupanciretã 1
- acima de 150 m26 poços Formação Serra Geral 25 · Eluvião 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Não-Me-Toque?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Não-Me-Toque.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Não-Me-Toque
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
Municípios de Rio Grande do Sul com profundidade parecida
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.