Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Lajeado - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lajeado, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 192poços cadastrados
  • 102,6 mprofundidade média
  • 106 mprofundidade mediana
  • 26 mnível estático médio

Como são os poços em Lajeado - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 192 poços em Lajeado - RS. A profundidade média é de 102,6 m e a mediana, 106 m, medida em 187 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 2.036 dos 37.971 domicílios do município — 5,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
192
Profundidade média
102,6 m
Profundidade mediana
106 m
Nível estático médio
26 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
12,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
93.646 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.036 (5,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 192 poços em Lajeado, com profundidade média de 102,6 m (mediana de 106 m, variando de 15 m a 208 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 55% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Lajeado é 12,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Lajeado

Poços cadastrados em Lajeado - RS
Poços no cadastro nacional192 poços
Profundidade média102,6 m 187 poços com o dado
Profundidade mediana106 m
Faixa de profundidade15 m a 208 m
Nível estático médio26 m 129 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,1 m 118 poços com o dado
Vazão específica média12,4 m³/h por metro 116 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 72% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 55% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 45 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 70 poços
Poços com teste de vazão192 de 192
Distribuição das profundidades em Lajeado 15 m mínimo 106 m mediana 208 m máximo
Metade dos poços fica entre 76 m e 124 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Lajeado por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 11 · 6% 50-100 m 79 · 42% 100-150 m 81 · 43% 150-200 m 15 · 8% acima de 200 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Lajeado 21 1970 21 1980 70 1990 62 2000 11 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Lajeado. Valores em poços. Abastecimento industrial 45 · 29% Abastecimento doméstico 39 · 25% Abastecimento múltiplo 27 · 18% Abastecimento urbano 21 · 14% Outros (lazer,etc.) 16 · 10% Irrigação 6 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 87 poços
  • Fissural — 34 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 119 poços
  • Formação Botucatu — 81 poços
  • Formação Rosário do Sul — 10 poços
  • Formação Santa Maria — 4 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 2 poços
  • Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Lajeado

Lajeado tem 93.646 habitantes distribuídos em 91,2 km², o que dá 1.026,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lajeado, na região intermediária de Santa Cruz do Sul - Lajeado.

No Censo 2022, 2.036 dos 37.971 domicílios de Lajeado — 5,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.981 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 820 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Lajeado, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Lajeado

Com base em 1.254 poços cadastrados num raio de 30 km de Lajeado - RS, 80% deles foram concluídos entre 56 m e 190 m, com profundidade mediana de 106 m. A vazão mediana calculada é de 10,1 m³/h (metade dos poços entre 5,4 m³/h e 22,0 m³/h), sobre 691 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (57% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lajeado se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.254 poços no raio, contra 192 poços dentro do município.

106 mprofundidade mediana
10,1 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
44,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 691 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Lajeado: 68/100

68 de 100

Confiança: amostra alta1.254 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 95peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 35peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 30peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Lajeado costumam descer

  • até 50 m 7%91
  • 50 a 100 m 39%483
  • 100 a 150 m 32%401
  • acima de 150 m 21%265

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 9,9 m³/h 109 m 802501 com teste
Formação Santa Maria 16,8 m³/h 73 m 4741 com teste
Formação Rosário do Sul 15,1 m³/h 90 m 3931 com teste
Formação Botucatu 10,0 m³/h 120 m 2014 com teste
Aluviões 5,3 m³/h 109 m 65 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m71 poços Formação Serra Geral 54 · Formação Santa Maria 6 · Formação Rosário do Sul 5
  • 50 a 100 m353 poços Formação Serra Geral 303 · Formação Santa Maria 24 · Formação Rosário do Sul 18
  • 100 a 150 m281 poços Formação Serra Geral 246 · Formação Santa Maria 15 · Formação Rosário do Sul 8
  • acima de 150 m215 poços Formação Serra Geral 199 · Formação Rosário do Sul 8 · Formação Botucatu 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Lajeado?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lajeado.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.