Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Dom Pedro de Alcântara - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Dom Pedro de Alcântara, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • depósitos litorâneos
  • 12poços cadastrados
  • 140,2 mprofundidade média
  • 136 mprofundidade mediana
  • 10,5 mnível estático médio

Como são os poços em Dom Pedro de Alcântara - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em Dom Pedro de Alcântara - RS. A profundidade média é de 140,2 m e a mediana, 136 m, medida em 12 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Depósitos Litorâneos. No Censo 2022, 124 dos 1.050 domicílios do município — 11,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
140,2 m
Profundidade mediana
136 m
Nível estático médio
10,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Depósitos Litorâneos
Ante a média do estado
25,3 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
2.562 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
124 (11,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em Dom Pedro de Alcântara, com profundidade média de 140,2 m (mediana de 136 m, variando de 64 m a 206 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Depósitos Litorâneos, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Dom Pedro de Alcântara é 25,3 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Dom Pedro de Alcântara

Poços cadastrados em Dom Pedro de Alcântara - RS
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média140,2 m 12 poços com o dado
Profundidade mediana136 m
Faixa de profundidade64 m a 206 m
Nível estático médio10,5 m 6 poços com o dado
Nível dinâmico médio61,6 m 7 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 67% dos registros
Rocha predominanteDepósitos Litorâneos 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 6 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em Dom Pedro de Alcântara 64 m mínimo 136 m mediana 206 m máximo
Metade dos poços fica entre 126 m e 189 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Dom Pedro de Alcântara por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 17% 100-150 m 6 · 50% 150-200 m 3 · 25% acima de 200 m 1 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Dom Pedro de Alcântara 6 1990 5 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Dom Pedro de Alcântara. Valores em poços. Abastecimento doméstico 3 · 60% Abastecimento urbano 2 · 40%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 2 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Depósitos Litorâneos — 2 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Dom Pedro de Alcântara

Dom Pedro de Alcântara tem 2.562 habitantes distribuídos em 78,2 km², o que dá 32,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Torres, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 124 dos 1.050 domicílios de Dom Pedro de Alcântara — 11,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 123 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 38 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Dom Pedro de Alcântara

Com base em 141 poços cadastrados num raio de 30 km de Dom Pedro de Alcântara - RS, 80% deles foram concluídos entre 18 m e 200 m, com profundidade mediana de 89 m. A vazão mediana calculada é de 10,2 m³/h (metade dos poços entre 4,7 m³/h e 19,5 m³/h), sobre 67 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (78% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Dom Pedro de Alcântara se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 141 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

89 mprofundidade mediana
10,2 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
5,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 67 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Dom Pedro de Alcântara: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra alta141 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 35peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 70peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 44peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Dom Pedro de Alcântara costumam descer

  • até 50 m 31%43
  • 50 a 100 m 25%35
  • 100 a 150 m 24%34
  • acima de 150 m 19%27

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 12,5 m³/h 131 m 2012 com teste
Depósitos Litorâneos 15,1 m³/h 116 m 196 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 5,1 m³/h 30 m 155 com teste
Formação Botucatu 7,3 m³/h 86 m 74 com teste
Depósitos Eólicos Litorâneos 4,8 m³/h 17 m 61 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m29 poços Depósitos Flúvio-Lagunares 12 · Depósitos Litorâneos 7 · Depósitos Eólicos Litorâneos 5
  • 50 a 100 m13 poços Formação Serra Geral 5 · Formação Botucatu 4 · Depósitos Litorâneos 2
  • 100 a 150 m13 poços Depósitos Litorâneos 6 · Formação Serra Geral 6 · Depósitos Flúvio-Lagunares 1
  • acima de 150 m14 poços Formação Serra Geral 6 · Depósitos Litorâneos 4 · Formação Botucatu 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Dom Pedro de Alcântara?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Dom Pedro de Alcântara.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.