Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Coronel Pilar - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Coronel Pilar, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 26poços cadastrados
  • 165,3 mprofundidade média
  • 148 mprofundidade mediana
  • 52,1 mnível estático médio

Como são os poços em Coronel Pilar - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 26 poços em Coronel Pilar - RS. A profundidade média é de 165,3 m e a mediana, 148 m, medida em 26 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 52,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 66 dos 565 domicílios do município — 11,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
26
Profundidade média
165,3 m
Profundidade mediana
148 m
Nível estático médio
52,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
50,4 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
1.607 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
66 (11,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 26 poços em Coronel Pilar, com profundidade média de 165,3 m (mediana de 148 m, variando de 78 m a 374 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Coronel Pilar é 50,4 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Coronel Pilar

Poços cadastrados em Coronel Pilar - RS
Poços no cadastro nacional26 poços
Profundidade média165,3 m 26 poços com o dado
Profundidade mediana148 m
Faixa de profundidade78 m a 374 m
Nível estático médio52,1 m 21 poços com o dado
Nível dinâmico médio104,7 m 15 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 11 poços
Poços com teste de vazão26 de 26
Distribuição das profundidades em Coronel Pilar 78 m mínimo 148 m mediana 374 m máximo
Metade dos poços fica entre 126 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Coronel Pilar por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 4% 100-150 m 13 · 50% 150-200 m 7 · 27% acima de 200 m 5 · 19%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Coronel Pilar 1 1970 3 1980 11 1990 10 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Coronel Pilar. Valores em poços. Abastecimento doméstico 7 · 78% Abastecimento doméstico/animal 2 · 22%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 23 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 23 poços

O território e o subsolo de Coronel Pilar

Coronel Pilar tem 1.607 habitantes distribuídos em 105,7 km², o que dá 15,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bento Gonçalves, na região intermediária de Caxias do Sul.

No Censo 2022, 66 dos 565 domicílios de Coronel Pilar — 11,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 62 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 58 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Coronel Pilar

Com base em 1.174 poços cadastrados num raio de 30 km de Coronel Pilar - RS, 80% deles foram concluídos entre 63 m e 205 m, com profundidade mediana de 123 m. A vazão mediana calculada é de 9,5 m³/h (metade dos poços entre 4,7 m³/h e 20,6 m³/h), sobre 680 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (88% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Coronel Pilar se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.174 poços no raio, contra 26 poços dentro do município.

123 mprofundidade mediana
9,5 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
41,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 680 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Coronel Pilar: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta1.174 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 71peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 94peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 18peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 28peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Coronel Pilar costumam descer

  • até 50 m 5%57
  • 50 a 100 m 29%333
  • 100 a 150 m 36%416
  • acima de 150 m 31%362

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 9,4 m³/h 124 m 1.013611 com teste
Formação Botucatu 33,9 m³/h 145 m 82 com teste
Eluvião 56,2 m³/h 158 m 65 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m49 poços Formação Serra Geral 48 · Complexo Granito-Gnáissico 1
  • 50 a 100 m286 poços Formação Serra Geral 284 · Eluvião 1 · Formação Botucatu 1
  • 100 a 150 m365 poços Formação Serra Geral 359 · Formação Botucatu 4 · Eluvião 1
  • acima de 150 m329 poços Formação Serra Geral 322 · Eluvião 4 · Formação Botucatu 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Coronel Pilar?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Coronel Pilar.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.