Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Miguel - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Miguel, Rio Grande do Norte.

  • aquífero fissural
  • pré-cambriano indiviso
  • 17poços cadastrados
  • 52,2 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 2,3 mnível estático médio

Como são os poços em São Miguel - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 17 poços em São Miguel - RN. A profundidade média é de 52,2 m e a mediana, 50 m, medida em 17 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 2,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 1.633 dos 8.266 domicílios do município — 19,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
17
Profundidade média
52,2 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
2,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
35,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
23.537 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.633 (19,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 17 poços em São Miguel, com profundidade média de 52,2 m (mediana de 50 m, variando de 30 m a 68 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Miguel é 35,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em São Miguel

Poços cadastrados em São Miguel - RN
Poços no cadastro nacional17 poços
Profundidade média52,2 m 17 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade30 m a 68 m
Nível estático médio2,3 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio23,5 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 8 poços
Poços com teste de vazão17 de 17
Distribuição das profundidades em São Miguel 30 m mínimo 50 m mediana 68 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Miguel por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 12 · 71% 50-100 m 5 · 29%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Miguel 3 1980 8 1990 6 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Miguel. Valores em poços. Abastecimento doméstico 5 · 56% Abastecimento múltiplo 2 · 22% Abastecimento doméstico/animal 2 · 22%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 7 poços

O território e o subsolo de São Miguel

São Miguel tem 23.537 habitantes distribuídos em 166,2 km², o que dá 141,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pau dos Ferros, na região intermediária de Mossoró.

No Censo 2022, 1.633 dos 8.266 domicílios de São Miguel — 19,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.458 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.537 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Miguel

Com base em 510 poços cadastrados num raio de 30 km de São Miguel - RN, 80% deles foram concluídos entre 9 m e 90 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 3,2 m³/h (metade dos poços entre 1,2 m³/h e 9,2 m³/h), sobre 151 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (92% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Miguel se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 510 poços no raio, contra 17 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
3,2 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
18,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 151 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Miguel: 31/100

31 de 100

Confiança: amostra alta510 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 19peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 72peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 4peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 6peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Miguel costumam descer

  • até 50 m 40%184
  • 50 a 100 m 57%261
  • 100 a 150 m 2%9
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 1,1 m³/h 50 m 3413 com teste
Corpo Cristalino 2,1 m³/h 60 m 2722 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,4 m³/h 72 m 179 com teste
Formação Serra dos Martins 2,2 m³/h 38 m 32 com teste
Grupo Apodi sem teste 50 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m44 poços Pré-Cambriano Indiviso 30 · Corpo Cristalino 6 · Grupo Apodi 3
  • 50 a 100 m43 poços Corpo Cristalino 21 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 16 · Pré-Cambriano Indiviso 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Miguel?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Miguel.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.