Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Bento do Trairí - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Bento do Trairí, Rio Grande do Norte.

  • aquífero fissural
  • pré-cambriano indiviso
  • 27poços cadastrados
  • 48,6 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 3,6 mnível estático médio

Como são os poços em São Bento do Trairí - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 27 poços em São Bento do Trairí - RN. A profundidade média é de 48,6 m e a mediana, 50 m, medida em 27 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 124 dos 1.295 domicílios do município — 9,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
27
Profundidade média
48,6 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
3,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
38,8 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
3.792 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
124 (9,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 27 poços em São Bento do Trairí, com profundidade média de 48,6 m (mediana de 50 m, variando de 4 m a 72 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Bento do Trairí é 38,8 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em São Bento do Trairí

Poços cadastrados em São Bento do Trairí - RN
Poços no cadastro nacional27 poços
Profundidade média48,6 m 27 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade4 m a 72 m
Nível estático médio3,6 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio21,7 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 17 poços
Poços com teste de vazão27 de 27
Distribuição das profundidades em São Bento do Trairí 4 m mínimo 50 m mediana 72 m máximo
Metade dos poços fica entre 46,8 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Bento do Trairí por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 14 · 52% 50-100 m 13 · 48%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Bento do Trairí 3 1980 7 1990 17 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Bento do Trairí. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 14 · 93% Abastecimento doméstico 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 2 poços

O território e o subsolo de São Bento do Trairí

São Bento do Trairí tem 3.792 habitantes distribuídos em 190,8 km², o que dá 19,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Cruz, na região intermediária de Natal.

No Censo 2022, 124 dos 1.295 domicílios de São Bento do Trairí — 9,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 100 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 393 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Bento do Trairí

Com base em 823 poços cadastrados num raio de 30 km de São Bento do Trairí - RN, 80% deles foram concluídos entre 26 m e 60 m, com profundidade mediana de 48 m. A vazão mediana calculada é de 1,6 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 3,0 m³/h), sobre 134 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Bento do Trairí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 823 poços no raio, contra 27 poços dentro do município.

48 mprofundidade mediana
1,6 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
29,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 134 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Bento do Trairí: 35/100

35 de 100

Confiança: amostra alta823 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 5peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 86peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 2peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 92peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Bento do Trairí costumam descer

  • até 50 m 69%339
  • 50 a 100 m 31%149
  • 100 a 150 m 0%0
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra dos Martins 1,9 m³/h 31 m 2018 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 1,9 m³/h 50 m 2012 com teste
Corpo Cristalino 3,0 m³/h 54 m 1511 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m37 poços Pré-Cambriano Indiviso 16 · Formação Serra dos Martins 14 · Corpo Cristalino 7
  • 50 a 100 m19 poços Corpo Cristalino 8 · Formação Serra dos Martins 6 · Pré-Cambriano Indiviso 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Bento do Trairí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Bento do Trairí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.