Rio de Janeiro · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Sapucaia - RJ: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Sapucaia, Rio de Janeiro.

  • aquífero fissural
  • complexo mantiqueira
  • 19poços cadastrados
  • 83,7 mprofundidade média
  • 95 mprofundidade mediana
  • 4,2 mnível estático médio

Como são os poços em Sapucaia - RJ?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 19 poços em Sapucaia - RJ. A profundidade média é de 83,7 m e a mediana, 95 m, medida em 10 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Mantiqueira. No Censo 2022, 820 dos 6.693 domicílios do município — 12,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
19
Profundidade média
83,7 m
Profundidade mediana
95 m
Nível estático médio
4,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Mantiqueira
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Rio de Janeiro (85,4 m)
População (Censo 2022)
17.729 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
820 (12,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 19 poços em Sapucaia, com profundidade média de 83,7 m (mediana de 95 m, variando de 50 m a 103 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Mantiqueira, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Sapucaia é praticamente igual à média de Rio de Janeiro (85,4 m).

Números do cadastro em Sapucaia

Poços cadastrados em Sapucaia - RJ
Poços no cadastro nacional19 poços
Profundidade média83,7 m 10 poços com o dado
Profundidade mediana95 m
Faixa de profundidade50 m a 103 m
Nível estático médio4,2 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio38,4 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Mantiqueira 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1960 3 poços
Poços com teste de vazão19 de 19
Distribuição das profundidades em Sapucaia 50 m mínimo 95 m mediana 103 m máximo
Metade dos poços fica entre 65 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Sapucaia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 10% 50-100 m 7 · 70% 100-150 m 2 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Sapucaia 3 1960 2 1970 3 1980 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Sapucaia. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 1 · 50% Outros (lazer,etc.) 1 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Mantiqueira — 1 poço

O território e o subsolo de Sapucaia

Sapucaia tem 17.729 habitantes distribuídos em 540,7 km², o que dá 32,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Três Rios - Paraíba do Sul, na região intermediária de Petrópolis.

No Censo 2022, 820 dos 6.693 domicílios de Sapucaia — 12,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 736 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.649 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio de Janeiro tem cristalino nas serras e sedimentos cenozoicos nas baixadas e nas planícies costeiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: aluviões das baixadas, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Nas baixadas, poço raso e poroso, com risco de salinização perto do mar; nas serras, poço de fratura.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Sapucaia

Com base em 104 poços cadastrados num raio de 30 km de Sapucaia - RJ, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 200 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 6,8 m³/h (metade dos poços entre 4,5 m³/h e 13,0 m³/h), sobre 45 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Sapucaia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 104 poços no raio, contra 19 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
6,8 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
3,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 45 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Sapucaia: 43/100

43 de 100

Confiança: amostra alta104 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 45peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 28peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 55peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Sapucaia costumam descer

  • até 50 m 8%5
  • 50 a 100 m 31%20
  • 100 a 150 m 37%24
  • acima de 150 m 25%16

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Superior 15,8 m³/h 135 m 104 com teste
Complexo Paraíba do Sul 8,5 m³/h 120 m 109 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m6 poços Proterozoico Superior 2 · Complexo Paraíba do Sul 2 · Suíte Quirino 1
  • 100 a 150 m14 poços Complexo Paraíba do Sul 7 · Proterozoico Superior 6 · Complexo Juiz de Fora 1
  • acima de 150 m3 poços Proterozoico Superior 2 · Complexo Paraíba do Sul 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Sapucaia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Sapucaia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.