Rio de Janeiro · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itaperuna - RJ: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itaperuna, Rio de Janeiro.

  • aquífero fissural
  • aluviões
  • 48poços cadastrados
  • 57,9 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 4,2 mnível estático médio

Como são os poços em Itaperuna - RJ?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 48 poços em Itaperuna - RJ. A profundidade média é de 57,9 m e a mediana, 50 m, medida em 37 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Aluviões. No Censo 2022, 1.915 dos 38.479 domicílios do município — 5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
48
Profundidade média
57,9 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
4,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Aluviões
Ante a média do estado
27,5 m mais raso que a média de Rio de Janeiro (85,4 m)
População (Censo 2022)
101.041 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.915 (5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 48 poços em Itaperuna, com profundidade média de 57,9 m (mediana de 50 m, variando de 26 m a 100 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Aluviões, presente em 36% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itaperuna é 27,5 m mais raso que a média de Rio de Janeiro (85,4 m).

Números do cadastro em Itaperuna

Poços cadastrados em Itaperuna - RJ
Poços no cadastro nacional48 poços
Profundidade média57,9 m 37 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade26 m a 100 m
Nível estático médio4,2 m 30 poços com o dado
Nível dinâmico médio36,2 m 33 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 22 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteAluviões 36% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1990 30 poços
Poços com teste de vazão48 de 48
Distribuição das profundidades em Itaperuna 26 m mínimo 50 m mediana 100 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 66 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itaperuna por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 19 · 51% 50-100 m 18 · 49%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itaperuna 4 1960 2 1980 30 1990 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itaperuna. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Aluviões — 4 poços
  • Complexo Juiz de Fora — 3 poços
  • Corpo Cristalino — 3 poços
  • Complexo Paraíba do Sul — 1 poço

O território e o subsolo de Itaperuna

Itaperuna tem 101.041 habitantes distribuídos em 1.106,7 km², o que dá 91,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itaperuna, na região intermediária de Campos dos Goytacazes.

No Censo 2022, 1.915 dos 38.479 domicílios de Itaperuna — 5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.427 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.039 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Itaperuna, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio de Janeiro tem cristalino nas serras e sedimentos cenozoicos nas baixadas e nas planícies costeiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: aluviões das baixadas, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Nas baixadas, poço raso e poroso, com risco de salinização perto do mar; nas serras, poço de fratura.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itaperuna

Com base em 80 poços cadastrados num raio de 30 km de Itaperuna - RJ, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 120 m, com profundidade mediana de 70 m. A vazão mediana calculada é de 6,4 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 17,7 m³/h), sobre 37 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itaperuna se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 80 poços no raio, contra 48 poços dentro do município.

70 mprofundidade mediana
6,4 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
2,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 37 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itaperuna: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta80 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 42peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 22peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 8peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itaperuna costumam descer

  • até 50 m 34%21
  • 50 a 100 m 52%32
  • 100 a 150 m 15%9
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Paraíba do Sul 19,5 m³/h 92 m 2215 com teste
Aluviões 8,1 m³/h 50 m 87 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Aluviões 5 · Corpo Cristalino 1
  • 50 a 100 m18 poços Complexo Paraíba do Sul 14 · Aluviões 3 · Corpo Cristalino 1
  • 100 a 150 m9 poços Complexo Paraíba do Sul 8 · Proterozoico Superior 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itaperuna?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itaperuna.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.