Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Inês - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Inês, Paraná.

  • aquífero poroso
  • grupo caiuá
  • 14poços cadastrados
  • 95,8 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 32,1 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Inês - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 14 poços em Santa Inês - PR. A profundidade média é de 95,8 m e a mediana, 100 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 32,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Caiuá. No Censo 2022, 207 dos 677 domicílios do município — 30,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
14
Profundidade média
95,8 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
32,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Caiuá
Ante a média do estado
44,1 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
1.748 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
207 (30,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 14 poços em Santa Inês, com profundidade média de 95,8 m (mediana de 100 m, variando de 69,7 m a 140 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Caiuá, presente em 63% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Inês é 44,1 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Santa Inês

Poços cadastrados em Santa Inês - PR
Poços no cadastro nacional14 poços
Profundidade média95,8 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade69,7 m a 140 m
Nível estático médio32,1 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,6 m 8 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 75% dos registros
Rocha predominanteGrupo Caiuá 63% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 3 poços
Poços com teste de vazão14 de 14
Distribuição das profundidades em Santa Inês 69,7 m mínimo 100 m mediana 140 m máximo
Metade dos poços fica entre 72 m e 140 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Inês por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 6 · 75% 100-150 m 2 · 25%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Inês 2 1970 2 1980 3 1990
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Inês. Valores em poços. Abastecimento industrial 3 · 60% Abastecimento urbano 2 · 40%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 6 poços
  • Carstico — 1 poço
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Caiuá — 5 poços
  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Formação Serra Alta — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Inês

Santa Inês tem 1.748 habitantes distribuídos em 156,9 km², o que dá 11,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Paranacity - Colorado, na região intermediária de Maringá.

No Censo 2022, 207 dos 677 domicílios de Santa Inês — 30,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 197 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 208 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Inês

Com base em 252 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Inês - PR, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 168 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 13,5 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 30,1 m³/h), sobre 120 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 26 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (83% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Inês se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 252 poços no raio, contra 14 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
13,5 m³/hvazão mediana calculada
26 mnível estático mediano
8,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 120 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Inês: 67/100

67 de 100

Confiança: amostra alta252 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 90peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 51peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 70peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 22peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Inês costumam descer

  • até 50 m 7%11
  • 50 a 100 m 43%70
  • 100 a 150 m 38%61
  • acima de 150 m 12%19

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Caiuá 5,8 m³/h 74 m 4016 com teste
Formação Serra Geral 32,5 m³/h 100 m 3112 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Grupo Caiuá 2 · Formação Serra Geral 1
  • 50 a 100 m33 poços Grupo Caiuá 20 · Formação Serra Geral 12 · Formação Botucatu 1
  • 100 a 150 m16 poços Formação Serra Geral 10 · Grupo Caiuá 6
  • acima de 150 m4 poços Grupo Caiuá 3 · Formação Serra Geral 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Inês?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Inês.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.