Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Quitandinha - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Quitandinha, Paraná.

  • aquífero carstico
  • pré-cambriano indiviso
  • 35poços cadastrados
  • 111 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 5,8 mnível estático médio

Como são os poços em Quitandinha - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 35 poços em Quitandinha - PR. A profundidade média é de 111 m e a mediana, 120 m, medida em 27 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,8 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 1.845 dos 6.767 domicílios do município — 27,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
35
Profundidade média
111 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
5,8 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
28,9 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
18.398 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.845 (27,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 35 poços em Quitandinha, com profundidade média de 111 m (mediana de 120 m, variando de 36 m a 270 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 56% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Quitandinha é 28,9 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Quitandinha

Poços cadastrados em Quitandinha - PR
Poços no cadastro nacional35 poços
Profundidade média111 m 27 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade36 m a 270 m
Nível estático médio5,8 m 25 poços com o dado
Nível dinâmico médio35,6 m 25 poços com o dado
Vazão específica média1,7 m³/h por metro 18 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 56% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 56% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 10 poços
Poços com teste de vazão35 de 35
Distribuição das profundidades em Quitandinha 36 m mínimo 120 m mediana 270 m máximo
Metade dos poços fica entre 63 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Quitandinha por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 15% 50-100 m 9 · 33% 100-150 m 10 · 37% 150-200 m 3 · 11% acima de 200 m 1 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Quitandinha 2 1970 2 1980 6 1990 10 2000 6 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Quitandinha. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 36% Abastecimento industrial 4 · 29% Outros (lazer,etc.) 2 · 14% Irrigação 2 · 14% Abastecimento doméstico 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 10 poços
  • Fissural — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 10 poços
  • Complexo Atuba — 4 poços
  • Corpo Cristalino — 3 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Quitandinha

Quitandinha tem 18.398 habitantes distribuídos em 447,0 km², o que dá 41,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curitiba.

No Censo 2022, 1.845 dos 6.767 domicílios de Quitandinha — 27,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 948 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.765 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Quitandinha

Com base em 308 poços cadastrados num raio de 30 km de Quitandinha - PR, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 201 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 4,7 m³/h e 14,9 m³/h), sobre 109 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (48% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Quitandinha se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 308 poços no raio, contra 35 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
10,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 109 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Quitandinha: 48/100

48 de 100

Confiança: amostra alta308 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 57peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 22peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 60peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Quitandinha costumam descer

  • até 50 m 11%23
  • 50 a 100 m 36%79
  • 100 a 150 m 33%73
  • acima de 150 m 20%43

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 39,8 m³/h 100 m 873 com teste
Grupo Itararé 8,8 m³/h 100 m 4010 com teste
Corpo Cristalino 7,1 m³/h 100 m 1917 com teste
Complexo Atuba 17,4 m³/h 88 m 1815 com teste
Complexo Pien 4,0 m³/h 96 m 1715 com teste
Formação Serra Geral 128,8 m³/h 101 m 102 com teste
Formação Rio Bonito sem teste 150 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m22 poços Pré-Cambriano Indiviso 10 · Corpo Cristalino 5 · Complexo Atuba 4
  • 50 a 100 m62 poços Pré-Cambriano Indiviso 24 · Grupo Itararé 12 · Complexo Pien 9
  • 100 a 150 m47 poços Pré-Cambriano Indiviso 22 · Grupo Itararé 7 · Complexo Pien 5
  • acima de 150 m30 poços Pré-Cambriano Indiviso 8 · Grupo Itararé 6 · Complexo Atuba 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Quitandinha?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Quitandinha.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.