Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Piraí do Sul - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Piraí do Sul, Paraná.

  • aquífero carstico
  • pré-cambriano indiviso
  • 74poços cadastrados
  • 144,2 mprofundidade média
  • 144 mprofundidade mediana
  • 11,7 mnível estático médio

Como são os poços em Piraí do Sul - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 74 poços em Piraí do Sul - PR. A profundidade média é de 144,2 m e a mediana, 144 m, medida em 43 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,7 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 1.038 dos 8.304 domicílios do município — 12,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
74
Profundidade média
144,2 m
Profundidade mediana
144 m
Nível estático médio
11,7 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
4,3 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
23.651 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.038 (12,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 74 poços em Piraí do Sul, com profundidade média de 144,2 m (mediana de 144 m, variando de 36,5 m a 330 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 48% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Piraí do Sul é 4,3 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Piraí do Sul

Poços cadastrados em Piraí do Sul - PR
Poços no cadastro nacional74 poços
Profundidade média144,2 m 43 poços com o dado
Profundidade mediana144 m
Faixa de profundidade36,5 m a 330 m
Nível estático médio11,7 m 33 poços com o dado
Nível dinâmico médio52,7 m 30 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 24 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 54% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 48% dos registros
Uso mais comumIrrigação 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 31 poços
Poços com teste de vazão74 de 74
Distribuição das profundidades em Piraí do Sul 36,5 m mínimo 144 m mediana 330 m máximo
Metade dos poços fica entre 102 m e 174 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Piraí do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 5% 50-100 m 8 · 19% 100-150 m 17 · 40% 150-200 m 9 · 21% acima de 200 m 7 · 16%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Piraí do Sul 2 1980 5 1990 31 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Piraí do Sul. Valores em poços. Irrigação 11 · 55% Abastecimento industrial 4 · 20% Outros (lazer,etc.) 3 · 15% Pecuária 2 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 15 poços
  • Fissural — 7 poços
  • Poroso — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 13 poços
  • Formação Furnas — 4 poços
  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Grupo Itararé — 2 poços
  • Grupo Castro — 2 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços

O território e o subsolo de Piraí do Sul

Piraí do Sul tem 23.651 habitantes distribuídos em 1.345,4 km², o que dá 17,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ponta Grossa.

No Censo 2022, 1.038 dos 8.304 domicílios de Piraí do Sul — 12,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 917 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.889 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Piraí do Sul

Com base em 138 poços cadastrados num raio de 30 km de Piraí do Sul - PR, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 246 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 6,2 m³/h (metade dos poços entre 4,1 m³/h e 9,0 m³/h), sobre 54 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (60% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Piraí do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 138 poços no raio, contra 74 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
6,2 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
4,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 54 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Piraí do Sul: 38/100

38 de 100

Confiança: amostra alta138 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 41peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 34peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 24peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 93peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Piraí do Sul costumam descer

  • até 50 m 6%5
  • 50 a 100 m 22%19
  • 100 a 150 m 27%23
  • acima de 150 m 45%38

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 10,5 m³/h 111 m 232 com teste
Grupo Itararé sem teste 150 m 6
Formação Furnas sem teste 158 m 6
Formação Serra Geral 3,5 m³/h 135 m 53 com teste
Grupo Castro 4,5 m³/h 44 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Grupo Castro 2 · Pré-Cambriano Indiviso 1
  • 50 a 100 m8 poços Pré-Cambriano Indiviso 4 · Corpo Cristalino 2 · Formação Serra Geral 2
  • 100 a 150 m7 poços Grupo Itararé 3 · Formação Serra Geral 2 · Pré-Cambriano Indiviso 2
  • acima de 150 m7 poços Pré-Cambriano Indiviso 3 · Grupo Itararé 1 · Grupo Castro 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Piraí do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Piraí do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.