O que cada rocha significa
Formação Serra Geral 335 poços
Rocha vulcânica · aquífero fissural
Derrames de basalto que cobriram grande parte do sul e sudeste do Brasil há cerca de 130 milhões de anos. É a unidade mais registrada no cadastro nacional de poços.
Na perfuração: Rocha dura e abrasiva, que exige martelo de fundo de furo e desgasta broca. O avanço é lento, mas a parede do furo é estável e costuma dispensar revestimento em profundidade.
Para a água: A água ocupa fraturas e as zonas de contato entre um derrame e outro — as chamadas juntas de resfriamento. Vazões muito variáveis: dois poços próximos podem ter resultados bem diferentes conforme peguem ou não uma fratura produtora.
Grupo Itararé 10 poços
Rocha sedimentar · aquífero poroso
Sedimentos de origem glacial da Bacia do Paraná: arenitos, diamictitos e folhelhos muito heterogêneos.
Na perfuração: A heterogeneidade é o desafio — o perfil muda bastante em poucos metros, e o projeto do poço precisa acompanhar.
Para a água: Comportamento irregular. Vazões variam muito conforme o poço atinja ou não os corpos arenosos.
Formação Botucatu 7 poços
Rocha sedimentar · aquífero poroso
Arenito de origem eólica, formado por um antigo deserto. É a principal unidade do Sistema Aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água doce do mundo.
Na perfuração: Arenito bem selecionado e de granulometria uniforme. Onde está confinado sob os basaltos da Serra Geral, exige atravessar dezenas ou centenas de metros de rocha dura antes de alcançá-lo.
Para a água: Aquífero de alta produtividade e excelente qualidade. Onde é confinado, a água pode subir sozinha no tubo e, em alguns pontos, chega aquecida.
Quaternário 1 poço
Rocha sedimentar · aquífero poroso
Coberturas sedimentares recentes, com menos de 2,6 milhões de anos, geralmente pouco espessas.
Na perfuração: Camada superficial de avanço rápido, quase sempre revestida por completo.
Para a água: Contribuição sazonal, dependente da chuva recente. Raramente sustenta sozinha um poço de uso contínuo.