Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Lindoeste - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lindoeste, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 59poços cadastrados
  • 162,6 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 44,1 mnível estático médio

Como são os poços em Lindoeste - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 59 poços em Lindoeste - PR. A profundidade média é de 162,6 m e a mediana, 150 m, medida em 30 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 44,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 332 dos 1.877 domicílios do município — 17,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
59
Profundidade média
162,6 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
44,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
22,7 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
5.175 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
332 (17,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 59 poços em Lindoeste, com profundidade média de 162,6 m (mediana de 150 m, variando de 60 m a 256 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 97% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Lindoeste é 22,7 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Lindoeste

Poços cadastrados em Lindoeste - PR
Poços no cadastro nacional59 poços
Profundidade média162,6 m 30 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade60 m a 256 m
Nível estático médio44,1 m 30 poços com o dado
Nível dinâmico médio90,6 m 29 poços com o dado
Vazão específica média7,4 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 73% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 97% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 17 poços
Poços com teste de vazão59 de 59
Distribuição das profundidades em Lindoeste 60 m mínimo 150 m mediana 256 m máximo
Metade dos poços fica entre 106 m e 216 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Lindoeste por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 5 · 17% 100-150 m 11 · 37% 150-200 m 2 · 7% acima de 200 m 12 · 40%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Lindoeste 2 1980 9 1990 17 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Lindoeste. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 56% Abastecimento industrial 2 · 22% Irrigação 1 · 11% Abastecimento doméstico 1 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 22 poços
  • Fissural — 7 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 29 poços
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Lindoeste

Lindoeste tem 5.175 habitantes distribuídos em 347,1 km², o que dá 14,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cascavel.

No Censo 2022, 332 dos 1.877 domicílios de Lindoeste — 17,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 303 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 589 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Lindoeste

Com base em 237 poços cadastrados num raio de 30 km de Lindoeste - PR, 80% deles foram concluídos entre 73 m e 250 m, com profundidade mediana de 132 m. A vazão mediana calculada é de 7,7 m³/h (metade dos poços entre 4,7 m³/h e 14,0 m³/h), sobre 82 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 32 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (68% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lindoeste se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 237 poços no raio, contra 59 poços dentro do município.

132 mprofundidade mediana
7,7 m³/hvazão mediana calculada
32 mnível estático mediano
8,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 82 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Lindoeste: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra alta237 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 50peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 13peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 67peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Lindoeste costumam descer

  • até 50 m 1%1
  • 50 a 100 m 23%31
  • 100 a 150 m 41%55
  • acima de 150 m 35%46

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m17 poços Formação Serra Geral 17
  • 100 a 150 m28 poços Formação Serra Geral 27 · Pré-Cambriano Indiviso 1
  • acima de 150 m27 poços Formação Serra Geral 26 · Grupo Itararé 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Lindoeste?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lindoeste.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.