Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Grandes Rios - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Grandes Rios, Paraná.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 30poços cadastrados
  • 146,7 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 57,3 mnível estático médio

Como são os poços em Grandes Rios - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 30 poços em Grandes Rios - PR. A profundidade média é de 146,7 m e a mediana, 150 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 57,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 140 dos 2.121 domicílios do município — 6,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
30
Profundidade média
146,7 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
57,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
6,8 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
5.641 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
140 (6,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 30 poços em Grandes Rios, com profundidade média de 146,7 m (mediana de 150 m, variando de 46 m a 251 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Grandes Rios é 6,8 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Grandes Rios

Poços cadastrados em Grandes Rios - PR
Poços no cadastro nacional30 poços
Profundidade média146,7 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade46 m a 251 m
Nível estático médio57,3 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio94,3 m 17 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 47% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 5 poços
Poços com teste de vazão30 de 30
Distribuição das profundidades em Grandes Rios 46 m mínimo 150 m mediana 251 m máximo
Metade dos poços fica entre 94,4 m e 176,3 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Grandes Rios por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 6% 50-100 m 4 · 22% 100-150 m 6 · 33% 150-200 m 3 · 17% acima de 200 m 4 · 22%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Grandes Rios 1 1970 4 1980 5 1990 3 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Grandes Rios. Valores em poços. Abastecimento industrial 3 · 38% Abastecimento urbano 2 · 25% Irrigação 1 · 13% Outros (lazer,etc.) 1 · 13% Pecuária 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 7 poços
  • Poroso — 5 poços
  • Carstico — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 12 poços
  • Formação Botucatu — 3 poços
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Grandes Rios

Grandes Rios tem 5.641 habitantes distribuídos em 314,2 km², o que dá 18,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ivaiporã, na região intermediária de Londrina.

No Censo 2022, 140 dos 2.121 domicílios de Grandes Rios — 6,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 108 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 611 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Grandes Rios, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Grandes Rios

Com base em 275 poços cadastrados num raio de 30 km de Grandes Rios - PR, 80% deles foram concluídos entre 87 m e 300 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 7,7 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 15,8 m³/h), sobre 117 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 29 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (61% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Grandes Rios se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 275 poços no raio, contra 30 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
7,7 m³/hvazão mediana calculada
29 mnível estático mediano
9,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 117 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Grandes Rios: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra alta275 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 54peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 48peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Grandes Rios costumam descer

  • até 50 m 3%6
  • 50 a 100 m 29%51
  • 100 a 150 m 30%53
  • acima de 150 m 37%64

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 13,7 m³/h 150 m 11452 com teste
Formação Botucatu sem teste 328 m 7
Subgrupo Rio do Rastro 5,0 m³/h 177 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Formação Serra Geral 4
  • 50 a 100 m29 poços Formação Serra Geral 28 · Formação Botucatu 1
  • 100 a 150 m38 poços Formação Serra Geral 37 · Subgrupo Rio do Rastro 1
  • acima de 150 m35 poços Formação Serra Geral 33 · Formação Botucatu 1 · Subgrupo Rio do Rastro 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Grandes Rios?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Grandes Rios.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.