Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Fazenda Rio Grande - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Fazenda Rio Grande, Paraná.

  • aquífero carstico
  • pré-cambriano indiviso
  • 44poços cadastrados
  • 151,9 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 9,4 mnível estático médio

Como são os poços em Fazenda Rio Grande - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 44 poços em Fazenda Rio Grande - PR. A profundidade média é de 151,9 m e a mediana, 150 m, medida em 28 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,4 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 1.358 dos 50.435 domicílios do município — 2,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
44
Profundidade média
151,9 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
9,4 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
12 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
148.873 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.358 (2,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 44 poços em Fazenda Rio Grande, com profundidade média de 151,9 m (mediana de 150 m, variando de 33 m a 350 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 82% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Fazenda Rio Grande é 12 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Fazenda Rio Grande

Poços cadastrados em Fazenda Rio Grande - PR
Poços no cadastro nacional44 poços
Profundidade média151,9 m 28 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade33 m a 350 m
Nível estático médio9,4 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio53,2 m 18 poços com o dado
Vazão específica média2,1 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 82% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 82% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 10 poços
Poços com teste de vazão44 de 44
Distribuição das profundidades em Fazenda Rio Grande 33 m mínimo 150 m mediana 350 m máximo
Metade dos poços fica entre 76 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Fazenda Rio Grande por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 7% 50-100 m 10 · 36% 100-150 m 4 · 14% 150-200 m 7 · 25% acima de 200 m 5 · 18%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Fazenda Rio Grande 10 1990 8 2000 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Fazenda Rio Grande. Valores em poços. Abastecimento industrial 9 · 56% Abastecimento urbano 5 · 31% Abastecimento múltiplo 2 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 14 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 14 poços
  • Complexo Atuba — 2 poços
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Fazenda Rio Grande

Fazenda Rio Grande tem 148.873 habitantes distribuídos em 116,7 km², o que dá 1.275,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curitiba.

No Censo 2022, 1.358 dos 50.435 domicílios de Fazenda Rio Grande — 2,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 668 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.137 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Fazenda Rio Grande, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Fazenda Rio Grande

Com base em 1.680 poços cadastrados num raio de 30 km de Fazenda Rio Grande - PR, 80% deles foram concluídos entre 66 m e 271 m, com profundidade mediana de 138 m. A vazão mediana calculada é de 5,7 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 11,3 m³/h), sobre 465 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (61% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Fazenda Rio Grande se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.680 poços no raio, contra 44 poços dentro do município.

138 mprofundidade mediana
5,7 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
59,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 465 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Fazenda Rio Grande: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta1.680 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 36peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 98peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 9peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 50peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Fazenda Rio Grande costumam descer

  • até 50 m 6%66
  • 50 a 100 m 26%274
  • 100 a 150 m 30%325
  • acima de 150 m 38%406

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 4,3 m³/h 125 m 74530 com teste
Grupo Itararé 3,0 m³/h 166 m 762 com teste
Formação Serra Geral 162,5 m³/h 150 m 4323 com teste
Corpo Cristalino 5,1 m³/h 104 m 3631 com teste
Complexo Atuba 12,5 m³/h 73 m 3228 com teste
Formação Guabirotuba 3,0 m³/h 56 m 296 com teste
Quaternário sem teste 180 m 11
Complexo Pien 3,7 m³/h 80 m 66 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m56 poços Pré-Cambriano Indiviso 28 · Corpo Cristalino 9 · Complexo Atuba 9
  • 50 a 100 m192 poços Pré-Cambriano Indiviso 147 · Complexo Atuba 14 · Formação Serra Geral 12
  • 100 a 150 m199 poços Pré-Cambriano Indiviso 169 · Formação Serra Geral 12 · Corpo Cristalino 5
  • acima de 150 m211 poços Pré-Cambriano Indiviso 168 · Formação Serra Geral 15 · Corpo Cristalino 14

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Fazenda Rio Grande?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Fazenda Rio Grande.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.